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19 de janeiro de 2026
Por Juliana Garçon
Rio, 19/01/2026 – A diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marina Copola, descreveu como “retrocesso de décadas” o retorno da regulação de fundos de investimento para o Banco Central (BC), como defendido hoje pelo ministro Fernando Haddad.
“Discutir a arquitetura regulatória de tempos em tempos é saudável, sobretudo quando o resultado é uma infraestrutura robusta e coerente com as necessidades de cada época. O retorno da regulação e supervisão dos fundos de investimento ao Banco Central, fora de um debate mais amplo nesses termos, contudo, seria um retrocesso de décadas”, afirmou a diretora em nota ao Broadcast.
Mais cedo, Haddad fez a sugestão relativa à fiscalização dos fundos durante entrevista ao portal UOL. Ele disse que apresentou uma proposta ao governo para ampliar o perímetro regulatório do BC. “Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM – na minha opinião, equivocadamente. O Banco Central tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos.”
De acordo com Marina Copola, a excelência da CVM é amplamente reconhecida, e é preciso focar no fortalecimento da reguladora e no orçamento dedicado às suas atividades.
“A CVM é reconhecida, inclusive internacionalmente, pela excelência na normatização dessa indústria”, destacou. “O caminho, portanto, passa por lançar um olhar mais abrangente sobre o ambiente regulatório atual, a começar pelo fortalecimento da CVM, especialmente no que diz respeito à parcela do orçamento da União destinada às atividades de fiscalização e controle estatal pela autarquia.”
Contato: juliana.garcon@estadao.com
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