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CropLife Brasil: área tratada com bioinsumos cresce 28% e atinge 194 Mi de hectares em 2025/26

1 de abril de 2026

Por Julia Maciel

São Paulo, 01/04/2026 – A aplicação de bioinsumos no Brasil atingiu 194 milhões de hectares tratados na safra 2025/26. Segundo a diretora de Bioinsumos da CropLife Brasil, Amália Borsari, o setor registrou crescimento de 28% ante 2024/25, superando a taxa média de 15% ao ano observada entre 2022 e 2024. “Esses dados mostram que essa tecnologia deixou de ser uma tendência e se apresenta como uma realidade no campo”, disse Borsari, durante coletiva de imprensa, ontem (31), em São Paulo.

Em termos de valor, o mercado de bioinsumos alcançou R$ 6,15 bilhões em 2025. O segmento de bioinseticidas assumiu a liderança em faturamento, com aproximadamente R$ 2,1 bilhões, alta de 35%, ultrapassando os bionematicidas, que somaram R$ 1,8 milhão, representando um crescimento de 30% em comparação com 2024. Os biofungicidas registraram R$ 1,4 milhão, com avanço de 41% em valor, enquanto os inoculantes somaram 800 mil.

Os inoculantes lideram em área tratada, correspondendo a 40% do total, com 77 milhões de hectares em 2025. A tecnologia, baseada em bactérias fixadoras de nitrogênio, tem adoção superior a 90% na cultura da soja, onde substitui a adubação nitrogenada. O uso também se expande para milho safrinha e cana-de-açúcar para complementar a nutrição das plantas.

Os bionematicidas registraram 44 milhões de hectares tratados, crescimento de 60% em área (16 milhões de hectares adicionais). A taxa de adoção é destaque no manejo do algodão e da soja. Já os bioinseticidas alcançaram 47 milhões de hectares, expansão de 42%, ou 14 milhões de hectares em relação ao ano anterior, com foco no controle da broca da cana, greening em citros e manejo integrado de pragas em grãos.

No segmento de biofungicidas, a área tratada alcançou 26 milhões de hectares em 2025, crescimento de 37%. O uso está voltado ao controle de doenças como a ferrugem, com aumento das aplicações foliares. A adoção é predominante em soja, milho e algodão.

A distribuição do uso de bioinsumos por cultura mostra a liderança da soja, com 62% do total. O milho responde por 22%, seguido pela cana-de-açúcar com 10%. Outras culturas, como algodão, café e citros, somam juntas 6%. Geograficamente, Mato Grosso lidera em área e valor por causa do cultivo de soja, milho e algodão. São Paulo aparece na sequência, impulsionado pelas cadeias de cana e citros.

A região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) já representa 11% da área tratada no País. De acordo com Borsari, a adoção na região é dinâmica em virtude das características climáticas e de solo, que favorecem a resposta dos produtos.

Contato: julia.maciel@estadao.com

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