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8 de dezembro de 2025
Por Bruna Camargo e Jean Mendes
São Paulo, 08/12/2025 – A corrida por data centers de alto desempenho é um dos cinco temas-chave que devem moldar a agenda ESG em 2026. As outras quatro tendências que ficarão em destaque são a necessidade por minerais críticos para a transição energética, o papel das baterias na promoção de estabilidade da rede, o fortalecimento da integridade nos mercados de carbono e o avanço na transparência da divulgação ESG frente a regras mais rígidas, segundo o relatório “Onde investir em 2026”, divulgado hoje pela XP.
“O rápido crescimento das aplicações de inteligência artificial está impulsionando um aumento na demanda por data centers com alto consumo de energia, levando grandes empresas de tecnologia a buscarem soluções de energia limpa. Nesse contexto, duas grandes tendências ganham força: o entendimento da energia nuclear como uma fonte de base, ininterrupta e de baixa emissão de carbono; e a percepção dos mercados emergentes como capazes de sustentar uma expansão sustentável em larga escala, com destaque para o Brasil, que possui uma matriz energética majoritariamente renovável e um sistema elétrico nacional interligado”, escrevem Marcella Ungaretti, responsável de Research ESG, e Luiza Aguiar, analista de Research ESG da XP.
A expectativa das analistas é que parcerias “mais profundas entre empresas e o setor nuclear” sejam observadas conforme 2026 avance, assim como uma onda de expansões de data centers em mercados ricos em energia limpa, como o Brasil. Elas pontuam, no entanto, que os riscos de execução não são desprezíveis, “principalmente devido a lacunas na infraestrutura existente”.
O relatório da XP também descreve os outros quatro temas-chave que devem moldar a agenda ESG em 2026. No caso da necessidade de minerais críticos para a transição energética, Ungaretti e Aguiar destacam que a demanda crescente por esses materiais está aumentando a vulnerabilidade nas cadeias de suprimentos, principalmente devido à concentração geográfica na China. “O Brasil tem oportunidade de se posicionar como fornecedor estratégico, embora desafios relacionados a financiamento, clareza regulatória e risco reputacional persistam.”
As analistas também citam os Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS, na sigla em inglês), que ganham destaque conforme a transição para fontes de energias limpas avança; o amadurecimento do mercado voluntário de carbono e o desenvolvimento dos mercados regulados de carbono globalmente; e a aceleração na pressão por transparência na divulgação de dados e informações ESG.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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