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17 de novembro de 2025
Por Renan Monteiro e Mateus Maia, enviados especiais
A primeira semana da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) terminou sem avanço significativo nos temas sensíveis da negociação, que “cairão no colo” dos ministros designados pelos respectivos governos para avançar as tratativas. A segunda semana é palco da fase política, após as discussões de nível técnico.
São quatro os temas ainda não consensuais. O primeiro trata de como os países desenvolvidos podem financiar ações climáticas em países em desenvolvimento. O segundo busca metas mais ambiciosas para combater o aquecimento global. O terceiro diz respeito às restrições unilaterais ao comércio por questões ambientais, como barreiras tarifárias. O quatro pede mais transparência em relatórios sobre emissões de gases poluentes.
O elo comum aqui é o velho antagonismo entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, e os respectivos interesses prioritários conflitantes. Os quatro itens são os chamados temas “fora da pauta oficial” – pelo menos por enquanto. Isso porque, já no início desta semana, para iniciar as negociações com o “pé no acelerador”, sem nenhum tipo de trava, a presidência da COP30 articulou para tirar os principais pontos sensíveis da discussão principal. A agenda, assim, avançou.
Em paralelo, foram sendo feitas consultas informais sobre os temas delicados. Os impasses, contudo, continuam, com expectativa de avanços passando para a próxima semana. Como esperado, o dia 21 de novembro não deve ser a data conclusiva do grande evento.
Em coletiva de imprensa nesta noite, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, falou positivamente sobre a discussão do financiamento climático. Na primeira reunião sobre o Mapa do Caminho de Baku a Belém, representantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento, de bancos de desenvolvimento, de instituições financeiras e da sociedade civil sugeriram caminhos para concretizar o roteiro, elaborado pelas Presidências da COP30 e da COP29.
O documento traça a rota para que o mundo alcance US$ 1,3 trilhão em financiamento climático para países em desenvolvimento até 2035. Esse compromisso, porém, não precisa ser algo que entre expressamente na agenda de ações e dos documentos finais.
Até então, a perspectiva era apenas apresentar esse “mapa do caminho”, sem qualquer espécie de aprovação ou validação dos outros países. Um avanço, embora a passos lentos, foi que, até o momento, foram apresentadas 116 Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são as metas de cada país para o sucesso do Acordo de Paris.
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