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20 de novembro de 2025
Por Juliana Domingos de Lima, enviada especial, do Estadão
Belém, 20/11/2025 – Após a interdição da Zona Azul da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), na tarde desta quinta-feira, 20, por causa de um incêndio, participantes do evento aguardam do lado de fora da tenda sem saber quando o espaço será reaberto.
As autoridades informaram que o local não será reaberto antes das 20 horas, mas a expectativa de negociadores e especialistas é de que as negociações sejam retomadas ainda nesta quinta. Não houve feridos graves, mas 13 pessoas foram atendidos por causa da inalação de fumaça.
Durante o esvaziamento da área por conta do incêndio, muitas pessoas deixaram para trás itens pessoais, como passaportes, computadores e até muletas. Coordenadores do voluntariado entravam em contato com a ONU para tentar resolver o impasse de acesso aos itens pessoais.
Bianca Antunes, que atua no credenciamento da força de trabalho da COP, afirma que houve correria após o início do incêndio. Segundo ela, alguns colegas estavam no local quando as chamas surgiram, enquanto parte da equipe – ela inclusa – havia saído para almoçar.
“Recebemos a notícia do incêndio e voltamos correndo para reaver nossas coisas”, disse. “Só que, chegando aqui, tinha muita fumaça, um cheiro forte, não tinha como entrar.”
Quando falou com a reportagem, no meio da tarde, ela e alguns colegas esperavam posicionamento da organização para buscar os pertences deixados para trás. “Estamos aqui plantados.”
Bianca afirmou que alguns dos colegas trabalham com notebooks pessoais, o que gerou ainda mais apreensão. “A maior preocupação é reaver nossos bens”, disse. Os objetos deixados para trás incluem cartões bancários e documentos.
Também sem poder entrar, um jornalista estrangeiro disse à reportagem disse que decidiu ir com colegas de agências de notícias atrás de carregadores de celular para comprar. “Tenho esperança que a gente consiga entrar às 20h (para pegar nossas coisas), como foi anunciado”, disse.
O estudante de Jornalismo Giovani Sella, que também participa da conferência, foi outro que ficou sem acesso a seu material de trabalho após o incêndio.
“Estava cobrindo outros eventos paralelos e tinha deixado o meu equipamento aqui: notebook, câmera, as lentes, até o meu drone”, relata. “Assim que soube do incêndio, vim para cá para fazer a apuração e agora não posso entrar para pegar meus equipamentos.”
Na tarde desta quinta, a ONU derrubou o perímetro da área azul da COP30, onde ocorrem as negociações climáticas, e passou o controle do local para o Brasil. O trâmite foi feito para que autoridades brasileiras possam ter acesso à tenda principal para realizar a perícia do incêndio, entre outras medidas.
O incêndio desta quinta-feira começou no pavilhão de países africanos e, até o momento, sua causa ainda não foi estabelecida. Os bombeiros do Pará suspeita de que o fogo tenha começado em algum aparelho eletrônico, como um micro-ondas.
“Faltou energia, a luz ficou piscando, alguns segundos depois da luz piscando, começou a subir uma fumaça. A gente viu fogo e começou a correr e avisar para as pessoas evacuarem”, contou Marcelo Rocha, diretor executivo do Instituto Ayika que presenciou o início do incêndio.
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