Selecione abaixo qual plataforma deseja acessar.

Coluna do Estadão: Militância petista ataca Motta e Alcolumbre em ato em frente ao Planalto

8 de janeiro de 2026

Por Eduardo Barretto, do Estadão

O presidente Lula (PT) elogiou nesta quinta-feira, 8, o Congresso na cerimônia que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de Janeiro, mas a militância petista atacou os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, no ato em frente ao Planalto.

Motta e Alcolumbre faltaram ao evento do governo. Com faixas ofensivas aos parlamentares, a militância mostrou que vai explorar nas eleições deste ano o mote “Congresso inimigo do povo”.

Nas faixas na manifestação, Hugo Motta e Alcolumbre foram chamados de “traidores do povo brasileiro”, “covardes e irresponsáveis”. Os cartazes estavam expostos em frente à rampa do Planalto, por onde Lula desceu para cumprimentar os manifestantes após a cerimônia.

Dentro do Planalto, contudo, o tom de Lula destoou dos militantes. O presidente disse que o Congresso participou de diversas “conquistas” do governo, como a aprovação de políticas sociais. “Conseguimos aprovar coisas que muitos governantes, que tiveram muitas vezes a maioria do Congresso, não conseguiram”, disse o petista, acrescentando que a democracia demanda “convivência na adversidade”.

A militância petista avalia que teve sucesso ao explorar o slogan “Congresso inimigo do povo” e se empolgou com os resultados obtidos no fim do ano passado. Em setembro, esse mote foi repetido na internet e em protestos contra a PEC da Blindagem, que havia sido aprovada pela Câmara e depois foi enterrada pelo Senado. A proposta impedia o andamento de processos criminais contra parlamentares sem autorização do próprio Parlamento.

Lula vetou integralmente projeto que reduz penas de condenados pelo 8/1

Na cerimônia que marcou os três anos do 8 de Janeiro, Lula vetou integralmente o PL da Dosimetria, que reduz as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal aos envolvidos nos atos golpistas.

“Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas. Os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários, e pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção”, disse Lula. E acrescentou:

“Não faz muito tempo, as principais lideranças do golpe defendiam a ditadura. Eram favoráveis à tortura e zombavam dos que foram torturados. Chamavam os direitos humanos de esterco da bandidagem”.

Veja também