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11 de fevereiro de 2026
Por Roseann Kennedy, do Estadão
Duas constatações apontadas pela pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira, 11, geraram um mix de alívio e preocupação para o bolsonarismo. E as duas informações estão relacionadas diretamente à escolha feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pela primeira vez, o número de eleitores que consideram certa a decisão de Bolsonaro de indicar seu primogênito para a disputa ao Planalto superou quem avalia ter sido um erro.
A Genial/Quaest indagou: Na sua opinião, Jair Bolsonaro acertou ou errou ao indicar seu filho Flávio como candidato à Presidência? Para 44%, ele acertou. E 42% analisaram o contrário.
Embora a divisão ainda seja significativa, o percentual anima os bolsonaristas raiz. Afinal, quando Flávio Bolsonaro anunciou em dezembro que tinha o apoio do pai para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano, a pesquisa apontava que 54% consideravam um erro.
Além disso, entre eleitores que se dizem independentes – ou seja, não se identificam como bolsonaristas ou lulistas – aumentou o número dos que não sabem se o ex-presidente acertou ou errou na indicação de Flávio. O índice passou de 16 para 23%. Ou seja, abrindo mais margem para buscar o indeciso.
Por outro lado, há dados no levantamento atual que são motivo de preocupação no bolsonarismo. O principal deles é que 49% dos eleitores dizem que não votam no candidato indicado pelo ex-presidente. O índice manteve-se estável.
Além das verificações sobre a escolha de Jair Bolsonaro, há outros dados que são observados com atenção especial pelos apoiadores de Flávio e geram alerta.
Quando perguntados sobre o que dá mais medo hoje: Lula continuar ou a família Bolsonaro voltar, Flávio fica numa situação pior. 44% disseram Bolsonaro; 41%, Lula.
Os bolsonaristas mais otimistas, entretanto, observam que antes o cenário era pior. O índice de quem tem mais medo dos Bolsonaros já foi de 49%.
A verificação sobre a rejeição não é fator crucial, neste momento. Flávio e Lula empatam com 55% e 54%, respectivamente, dos que dizem que conhecem e não votariam.
A pesquisa Genial/Quaest fez 2004 entrevistas, de 5 a 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.
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