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2 de março de 2026
Por Leticia Fernandes, do Estadão
Brasília, 02/03/2026 – O acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) pode impulsionar a exportação brasileira de brinquedos para além dos países vizinhos, que são os maiores parceiros comerciais do Brasil no setor.
O Anuário da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), edição 2026, aponta que as exportações do setor somaram US$ 10,3 milhões em 2025.
Segundo a Abrinq, Paraguai e Argentina são os principais importadores de brinquedos: o mercado paraguaio concentrou 44,2% das exportações no ano passado, enquanto a Argentina foi responsável por 17,3% do total. Chile e Uruguai aparecem em seguida, com 11,4% e 7%, respectivamente.
O Estado de São Paulo, de acordo com os dados do anuário da Abrinq, responde por 64,3% das vendas externas de brinquedos.
Para Synésio Costa, presidente da Abrinq, o acordo Mercosul-UE deve aumentar a competitividade da indústria brasileira, com a redução de barreiras tarifárias ao longo do tempo.
“Quando analisamos o acordo Mercosul-União Europeia sob a ótica da indústria de brinquedos, entendemos que ele representa um movimento estrutural de fortalecimento da inserção internacional do Brasil”, afirma Costa.
Ele diz que, para o setor, o acordo pode trazer novos parceiros comerciais para o Brasil na indústria, sem deixar de lado a força do mercado sul-americano.
“Para o setor de brinquedos, isso pode significar ganho de escala, maior estímulo à inovação e novas oportunidades de diversificação de mercados, sem perder a força do bloco sul-americano, que continua sendo nosso principal eixo estratégico de exportação”, afirmou o presidente da Abrinq.
Proposta deve ser votada na quarta-feira
O Senado marcou para esta quarta-feira, 4, a votação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Pela manhã, o texto será votado pela Comissão de Relações Exteriores, sob relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS). À tarde, no mesmo dia, está prevista a votação no plenário da Casa.
Na semana passada, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou prever para maio o início da vigência do acordo.
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