Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
23 de janeiro de 2026
Por Sandra Manfrini
Brasília, 23/01/2026 – O capital de giro foi a principal finalidade dos financiamentos de longo prazo (acima de cinco anos) das empresas industriais entre fevereiro e julho de 2025. Sondagem Especial sobre Condições de Acesso ao Crédito em 2025, divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que 31% das empresas que buscaram crédito para honrar despesas correntes, como folha de pagamento e impostos, recorreram a linhas de crédito de longo prazo. Essas linhas, normalmente, são voltadas à expansão da capacidade produtiva.
A avaliação da CNI é que parte do setor está “mais focada em sobreviver em meio aos juros elevados e outros desafios do que em investir para garantir crescimento contínuo no futuro”. “O fato de boa parte das empresas industriais tomarem crédito de longo prazo para capital de giro mostra que o crédito de curto prazo, provavelmente, está muito caro e que as demais condições, como a exigência de garantias, estão muito desfavoráveis. Por isso, as empresas acabam buscando usar o crédito de longo prazo para atender a necessidades do dia a dia”, avalia a analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virgínia Colusso.
O levantamento mostra que o investimento em máquinas e equipamentos foi a segunda finalidade mais apontada na busca por crédito de longo prazo (30%), seguido de investimento em instalações (10%).
Já nas operações de curto ou médio prazo, aquelas até cinco anos, 59% das empresas apontaram o capital de giro como principal objetivo do crédito. Em seguida, vem o investimento em máquinas e equipamentos (15%) e em instalações (5%).
A Sondagem também apurou o impacto do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na capacidade de investimento do setor. De acordo com o levantamento, a alta do tributo prejudicou quase um terço das empresas industriais no ano passado. Segundo a Sondagem, 16% dos empresários desistiram de contratar ou renovar crédito após o aumento da tributação e outros 16% reduziram o valor solicitado. Apesar disso, 33% das empresas industriais mantiveram a decisão de contratar ou renovar crédito, apesar da alta do IOF.
Alternativas – A Sondagem questionou os empresários sobre quais seriam as melhores alternativas para o problema de crédito de curto ou médio prazo. O item mais apontado é a redução de custos tributários e administrativos, com 49% das menções. Para o crédito de longo prazo, esse porcentual é de 39%.
Em segundo lugar, como alternativa para melhorar o acesso aos recursos nas operações de até cinco anos, aparece a ampliação das linhas públicas de crédito, com 32% das citações. Esse porcentual cai para 31% quando o assunto são as operações de longo prazo.
A simplificação de exigências das instituições financeiras foi apontada por 29% dos empresários industriais como melhor alternativa nas operações de curto prazo e por 32% no crédito de longo prazo. Outras menções foram facilitar e flexibilizar regras de concessão de garantias e ampliar a atuação de programas públicos de garantias.
A Sondagem foi feita entre os dias 1º e 12 de agosto de 2025, com a participação de 1.789 empresas industriais.
Contato: sandra.manfrini@broadcast.com.br
Veja também