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17 de março de 2026
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Por Flávia Said
Brasília, 17/03/2026 – Mais da metade (56%) dos empresários industriais planejam investir em 2026, mostra a pesquisa Investimentos na Indústria 2025-2026, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Publicado nesta terça-feira, 17, o levantamento aponta ainda que 62% desses aportes darão sequência a projetos em andamento, enquanto 31% representam novas frentes de investimento.
Por outro lado, quase um quarto dos industriais (23%) não pretende investir este ano. A pesquisa detalha que 38% destes empresários adiaram ou cancelaram aportes que estavam em andamento.
Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o porcentual de empresas que não pretendem investir é elevado e reflete o cenário adverso que a indústria herdou do ano passado, principalmente em razão dos juros altos. “É um resultado que preocupa, uma vez que os investimentos são a base de um crescimento sustentável e a fonte do tão necessário aumento da produtividade da economia brasileira”, avalia.
Para os industriais que pretendem investir, os principais objetivos dos aportes são: melhoria do processo produtivo (48%); ampliação da capacidade produtiva (34%); lançamento de novos produtos (8%); e adoção de novos processos produtivos (5%).
Quanto ao financiamento, o capital próprio segue sendo a principal fonte, como ocorre há alguns anos. Neste ano, 62% das empresas planejam recorrer apenas ou majoritariamente a recursos próprios, enquanto 28% delas pretendem captar recursos de terceiros, como bancos e demais instituições financeiras. Outros 11% não souberam informar.
Segundo Azevedo, o capital próprio ganhou importância em meio às dificuldades das empresas para obterem crédito junto ao sistema financeiro, seja pelo alto custo desses recursos, seja por outros entraves, como a exigência de garantias.
O consumidor brasileiro continua sendo o principal alvo dos investimentos. Ao todo, 67% das empresas direcionarão seus recursos tendo o mercado interno como único ou principal meta. Outros 24% declararam que os mercados interno e externo são o foco dos investimentos. Apenas 4% das empresas apontam o mercado externo como principal ou único alvo das aplicações.
Investimentos em 2025
No ano passado, 72% das empresas da indústria de transformação investiram, mas somente 36% delas conseguiram seguir o planejamento inicial. Outras 29% investiram parcialmente de acordo com o planejado; 4% adiaram os aportes para o ano seguinte; 3% adiaram os aportes sem previsão de retorno; 2% postergaram os investimentos para o ano subsequente; e 2% cancelaram os investimentos.
Quando questionados sobre os principais obstáculos para a execução dos investimentos no ano passado, 63% dos empresários com planos de investimentos apontaram as incertezas econômicas. Também apareceram entre os maiores entraves a queda das receitas (51%), as incertezas setoriais (47%), a expectativa de baixa demanda (46%) e entraves tributários (45%). “A taxa de juros e a nova política comercial americana foram responsáveis por boa parte dessas dificuldades”, pontua Marcelo Azevedo.
Já entre as empresas que adiaram ou cancelaram planos de investimento de 2025, 80% apontam a queda das receitas como o principal motivo. As incertezas econômicas (79%) e a expectativa de demanda insuficiente (73%) fecham a lista dos três entraves mais citados por esses empresários.
Segundo o levantamento da CNI, a principal motivação para o investimento feito em 2025 foi o desenvolvimento de capital humano, com foco em qualificação, ganhos de produtividade ou redução de riscos associados ao trabalho. Quase 80% das empresas que investiram total ou parcialmente como planejado apontaram essa motivação como importante ou muito importante. Em seguida, apareceram inovação tecnológica (76%), impacto ambiental (65%) e eficiência energética (64%).
Em relação ao tipo ou natureza dos investimentos, 73% das empresas compraram máquinas ou equipamentos; 50% atualizaram ou modernizaram plantas, fábricas ou armazéns; 38% efetuaram retrofit de máquinas ou equipamentos; e 35% ampliaram, adquiriram ou construíram terrenos ou instalações.
O caixa das empresas foi a principal fonte de financiamento. Em 2025, 62% das empresas usaram recursos próprios para fazer aportes. As demais fontes tiveram participação significativamente menor, com destaque para bancos comerciais privados (9%) e bancos de desenvolvimento (5%).
Contato: flavia.said@broadcast.com.br
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