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24 de fevereiro de 2026
Por Isadora Duarte e Guilherme Nannini
Brasília e São Paulo, 24/02/2026 – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que a suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim, anunciada pelo governo nesta terça-feira, é “fundamental para proteger a produção nacional” do risco de entrada de pragas e doenças no País e “para dar tranquilidade aos produtores rurais brasileiros”. A entidade afirmou, em nota, que mesmo que a suspensão seja temporária atende a uma demanda da confederação e das Federações de Agricultura do Pará, Bahia e Espírito Santo.
O setor cacauicultor pleiteava junto ao Executivo o banimento imediato da entrada de amêndoas da Costa do Marfim, alegando riscos fitossanitários, e o envio de uma missão técnica do Ministério da Agricultura ao país africano para avaliar “adequadamente a situação produtiva, fitossanitária e de trânsito das amêndoas no país exportador”. “A suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim é medida cautelar de extrema relevância. Acreditamos na competência técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério para que, com base em critérios científicos, tome a decisão mais assertiva para a proteção do cacau nacional”, afirmou o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva, na nota.
De acordo com a CNA, outras medidas também estão sendo debatidas regionalmente com os produtores de cacau, com foco no desenvolvimento de projetos estruturantes e que fortaleçam o produtor.
Indústria processadora
A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) manifestou preocupação com a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária, que determinou a suspensão imediata das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim. Em posicionamento oficial divulgado após o Despacho Decisório 456, de 23 de fevereiro de 2026, a entidade defendeu que medidas dessa magnitude devem ser ancoradas exclusivamente em critérios técnicos, com base em evidências objetivas e avaliações de risco consistentes.
A indústria processadora, que anteriormente afirmava não ver risco fitossanitário na operação e utilizava o produto marfinense para o blend da moagem, ressaltou que confia no corpo técnico do ministério brasileiro e no governo da Costa do Marfim. A associação espera que o país parceiro apresente os esclarecimentos e garantias necessários quanto à rastreabilidade e aos controles adotados para impedir a triangulação de amêndoas provenientes de países não autorizados. “Seguiremos acompanhando o tema com responsabilidade, visando defender a segurança fitossanitária, a previsibilidade regulatória e o equilíbrio da cadeia produtiva no Brasil”, disse em nota.
A suspensão temporária foi fundamentada, segundo o Ministério da Agricultura, no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de nações vizinhas para o território marfinense, o que possibilitaria a mistura de amêndoas em cargas destinadas ao mercado brasileiro. O bloqueio atende a pedidos de cacauicultores nacionais, principalmente da Bahia e do Pará, que reivindicavam proteção da sanidade vegetal do setor cacaueiro nacional. A medida permanecerá em vigor até que as autoridades da Costa do Marfim prestem as devidas garantias de que os envios originários daquele país não contenham amêndoas de origens com status fitossanitário desconhecido.
Contato: isadora.duarte@estadao.com e guilherme.nannini@estadao.com
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