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CNA sugere à FPA aumentar mistura de biodiesel e zerar alíquota do AFRMM por conta de guerra

17 de março de 2026

Por Mateus Maia

Brasília, 17/03/2026 – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sugeriu nesta terça-feira à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) uma série de medidas para melhor enfrentar a alta de preços dos combustíveis e dos fertilizantes. Entre as medidas está o aumento da mistura de biodiesel no diesel para 17% e zerar a alíquota do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para os fertilizantes.

Segundo apresentação feita pela entidade durante almoço semanal da FPA, o Brasil importa 35% da ureia utilizada no País do Oriente Médio, sendo que 18% vem do Irã e de Omã. A alta no preço do insumo já chegou até 35% desde o inicio do conflito, enquanto o petróleo teve alta de até 51%.

Entre as sugestões, também há emendas na MP 1340 de 2026, que tratou de medidas para conter alta dos combustíveis diante da guerra e a ampliação de ações de fiscalização das revendas de diesel. O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, afirmou que é preciso ações complementares às que o governo á tomou para evitar o comprometimento da safra atual e da próxima por conta dos fertilizantes e da alta do diesel.

“Então é um cenário muito crítico, e a gente espera que realmente o conflito se encerre o quanto antes. Caso isso se estenda, a consequência pode ser uma safra menor ou uma rentabilidade muito menor para o produtor rural”, alertou.

Entre as decisões da FPA, está que a entidade usará sua articulação política para pressionar que a discussão sobre a alta da mistura de biodiesel entre na pauta do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O biocombustível deveria estar em 16%, mas segue em 15%.

A CNA enviará ainda hoje um ofício ao Ministério da Fazenda pedindo para que seja zerada o AFRMM para fertilizantes, que está em 8% atualmente. “A CNA vai encaminhar um ofício ao Ministério da Fazenda pedindo a redução do AFRMM”, declarou.

Por último, também haverá um pedido para que os órgãos reguladores cedam dados para ajudar no controle de possíveis abusos de distribuidores de diesel em relação aos preços. “A última ação que eu vou colocar é para a gente conseguir ter acesso aos dados de fiscalização ou trazer os órgãos de fiscalização para a próxima reunião da FPA para dizer como está sendo feito esse trabalho no País para trazer mais transparência e evitar as práticas abusivas de preço”, completou.

Contato: mateus.maia@broadcast.com.br

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