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CME: mercado se divide entre julho e setembro de 2027 para retomada de cortes de juros pelo Fed

9 de abril de 2026

Por Pedro Lima

São Paulo, 09/04/2026 – O mercado segue recalibrando as projeções para a política monetária americana e agora se divide entre julho e setembro de 2027 como os meses mais prováveis para a retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). Na véspera, as apostas indicavam março como principal janela, segundo a ferramenta de monitoramento do CME Group, após o anúncio do cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã. A percepção de fragilidade da trégua, contudo, devolveu cautela aos investidores. Além disso, uma bateria de indicadores dos Estados Unidos, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) e o índice de preços de gastos com consumo (PCE), entrou no radar nesta quinta-feira.

Por volta das 10h40 (de Brasília), a probabilidade de corte de juros em julho de 2027 era de 52,9%, sendo 37,5% para uma redução de 25 pontos-base (pb) e 12,7% para um corte de 50 pb. A chance de manutenção da taxa na faixa atual, entre 3,5% e 3,75%, era de 46,3%.

Para setembro, a probabilidade de corte em algum nível subia a 63%, com 39,4% atribuídos a uma redução de 25 pb e 18,2% a um corte de 50 pb. Já junho permanecia como um ponto de elevada volatilidade, com 47,8% de chance de flexibilização monetária.

Para a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), no fim de abril, prevalece a expectativa de manutenção dos juros, com probabilidade de 98,4%, enquanto a chance de alta de 25 pb é de 1,6%.

Até o fim de 2026, o mercado precifica majoritariamente a manutenção das taxas (72,5%), com 26,3% de probabilidade de corte em algum nível e 1,1% de chance de elevação dos Fed Funds. Para o fim de 2027, o cenário mais precificado é de um corte de 50 pb (39,3%), seguido por uma redução de 25 pb (36,1%), enquanto a manutenção aparece com 0,7%.

Contato: pedro.lima@estadao.com

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