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9 de dezembro de 2025
Por Renata Pedini e Caroline Aragaki
São Paulo, 09/12/2025 – Diante de uma desinflação mais evidente, o Citi reduziu as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste e dos próximos dois anos. Para 2025, a diminuição foi de 4,6% para 4,4% (abaixo do teto da meta de inflação, de 4,5%), enquanto para o próximo, de 4,0% para 3,8% e, 2027, de 3,5% para 3,48%.
Segundo o banco, a desaceleração econômica em curso e sua repercussão no mercado de trabalho, o processo de reancoragem das expectativas de inflação e a menor inércia devem suavizar a inflação de não comercializáveis no próximo ano, para 4,1% no fim de 2026, de 5,1% em outubro de 2025. Essa pressão desinflacionária de não comercializáveis se somará às já benignas dinâmicas de preço de comercializáveis (3,7%, ante 4,6%, na mesma comparação).
Dadas a valorização de cerca de 6% da taxa de câmbio e a queda de aproximadamente 7% nos preços das commodities (índice CRB) no segundo semestre deste ano, a expectativa é que a inflação de comercializáveis se propague para o primeiro trimestre de 2026. Ainda, a esperada desaceleração do crescimento global e doméstico no próximo ano deve conter os preços do petróleo e da eletricidade, contribuindo para aliviar as pressões sobre os preços monitorados.
“No geral, após se manter em torno do limite superior da banda alvo este ano, esperamos a inflação do IPCA em 3,8% em 2026 (consenso médio em 4,2% a.a.)”, diz relatório, assinado pelo economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto, divulgado ontem e comentado hoje em evento de fim de ano com jornalistas.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), o Citi estima 1,8% em 2026, de 2,2% em 2025, com uma taxa de desemprego aproximadamente estável em torno de 6,0%.
No terceiro trimestre, o resultado do PIB praticamente estagnado “não apenas confirmou as expectativas e os desempenhos dos principais indicadores de atividade mensal, mas também reforçou a interpretação de que a economia está se expandindo abaixo de seu potencial, consequentemente ampliando o hiato do produto”, diz o banco, citando ainda a taxa de desemprego mantendo-se estável em seu nível mais baixo principalmente devido a declínios contínuos na participação da força de trabalho. “Além disso, as condições de crédito continuam se apertando, sugerindo que não haverá recuperação econômica no curto prazo”, completa.
O Citi trabalha com uma redução de 300 pontos-base da Selic, para 12,0%, no ano que vem. A principal razão, detalha, está relacionada à melhoria constante e inequívoca da perspectiva de inflação. O ciclo começaria em janeiro, com 25 pontos-base. “Uma taxa Selic de 12,0% ao final de 2026 permanecerá no terreno contracionista, dada nossa estimativa para a taxa de juros real neutra em torno de 6,0% (estimativa de 5,0% pelo Copom).”
Ainda na avaliação do banco, os planos de consolidação fiscal dos principais candidatos presidenciais serão monitorados de perto no próximo ano. “Vemos a eleição presidencial de 2026 e o ambiente global como os dois riscos mais importantes que podem restringir o ciclo de corte da taxa de juros no próximo ano, dada a conhecida situação fiscal doméstica frágil.”
“O presidente Lula provavelmente buscará a reeleição, enquanto o candidato da oposição deve ser apoiado pelo ex-presidente Bolsonaro. Esperamos uma corrida acirrada, mas dado as melhores aprovações de Lula (32% vs. 22% das de Bolsonaro em dezembro de 2021) e o ciclo econômico provavelmente mais favorável (inflação/taxa de juros mais baixa) do que em 2022, acreditamos que sua reeleição é o resultado mais provável.”
Dada a estimativa da instituição de que a estabilização da dívida pública no Brasil exige um plano de consolidação fiscal de cerca de 3,0 pontos porcentuais do PIB, “é provável que os investidores deem cada vez mais atenção às implicações fiscais das promessas de campanha”. “No geral, em nosso cenário base, estamos assumindo que a campanha eleitoral não afetará materialmente a percepção sobre o caminho da dívida pública nos próximos anos”, finaliza.
Contato: renata.pedini@estadao.com e caroline.aragaki@estadao.com
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