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Casas Bahia tem 3tri25 sólido, mas alavancagem ainda pesa sobre a varejista, diz XP

13 de novembro de 2025

Por Vinícius Novais*

São Paulo, 13/11/2025 – A Casas Bahia teve um terceiro trimestre sólido, aponta a XP. A corretora pondera que a alavancagem financeira continua um peso sobre os resultados e sustenta a recomendação Neutra. Os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer apontam que a companhia avançou em seu plano de transformação.

O trio destaca que a receita cresceu, puxada por serviços, e a lucratividade melhorou graças à alavancagem operacional. O valor bruto de mercadoria (GMV) consolidado aumentou 8% ante o último ano e um ponto porcentual acima da projeção da corretora, apoiado, segundo a casa, por desempenho sólido nas lojas físicas, com vendas nas mesmas unidades 8% maiores, e pelo comércio eletrônico, cujo GMV subiu 13%.

A XP destaca também o aumento do tráfego mais qualificado, vindo de canais de relacionamento com o cliente (CRM) considerados mais rentáveis, ajudou a impulsionar tanto o 1P quanto o 3P, além de elevar as taxas de conversão. No agregado, as vendas líquidas cresceram 7% ante o último ano; a maior comissão decorrente da expansão dos serviços compensou, afirma a casa, o efeito do fechamento líquido de 28 lojas em doze meses.

A margem bruta recuou 1,6 ponto porcentual, reflexo, segundo a XP, do maior peso de smartphones e da mudança no mix de canais. Mesmo assim, o corte de 3% nas despesas de vendas, gerais e administrativas e a alavancagem operacional elevaram a margem Ebitda ajustada em 0,9 ponto, para 8,5%, patamar 5% superior ao previsto pela XP.

O resultado final, contudo, continuou negativo: prejuízo de R$ 496 milhões, pressionado pelos elevados custos financeiros. A conversão de R$ 1,6 bilhão em debêntures começou a aliviar as despesas só a partir de agosto; ainda assim, 92% do fluxo de caixa operacional foi consumido pelo pagamento de juros, e a despesa financeira caiu apenas 7% em relação ao trimestre anterior, destacam os analistas.

O fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 488 milhões, contra R$ 173 milhões no segundo trimestre de 2025 e consumo de caixa no terceiro trimestre de 2024, apoiado, diz o trio de analistas, por melhor desempenho operacional e queda de 64% nas saídas para processos trabalhistas. O capex subiu 16% frente ao trimestre anterior, voltado principalmente a reformas de lojas.

Entre os pontos que a XP considera relevantes, aparecem: redução de 72% nos novos processos trabalhistas ante o último ano; monetização tributária de R$ 163 milhões, embora 21% menor; estabilidade das inadimplências acima de 90 dias; abertura das duas primeiras lojas desde o quarto trimestre de 2022, com apenas um fechamento; ganho de participação em eletrodomésticos, tecnologia, portáteis e móveis; diversificação de fontes de financiamento via FIDCs, cujas cotas de terceiros agora entram no cálculo da alavancagem; e estoques 5% maiores ante o último ano, mas com dois dias a menos de cobertura.

Para a XP, a parceria anunciada com o Mercado Livre é positiva e as melhorias operacionais são valorizadas. Contudo, a elevada alavancagem ainda impede geração de caixa consistente e lucro líquido positivo, razão pela qual a corretora mantém a recomendação Neutra para as ações da Casas Bahia.

Contato: vinicius.novais@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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