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27 de março de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 27/03/2026 – As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo forte em fevereiro e consolidaram um início de ano robusto para o setor. A receita cambial somou US$ 1,449 bilhão no mês, alta de 39,57% ante igual período de 2025, com embarques de 279,26 mil toneladas, avanço de 28,64%, segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).
No acumulado do primeiro bimestre, as vendas externas, considerando carnes in natura e industrializadas, além de miudezas e subprodutos, alcançaram US$ 2,865 bilhões, crescimento de 39% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado somou 557,24 mil toneladas, alta de 22%.
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, com receitas de US$ 1,221 bilhão no bimestre (+36%) e embarques de 223,7 mil toneladas (+21,7%). Ainda assim, houve redução da participação chinesa no total exportado, para 42,6%, ante 43,4% um ano antes, refletindo maior diversificação dos embarques. Os preços médios das vendas de carne in natura ao país asiático subiram 12%, para US$ 5.461 por tonelada.
Os Estados Unidos seguiram como segundo principal mercado, com forte expansão das compras. As exportações de carne in natura cresceram 97,3% em valor no bimestre, para US$ 379 milhões, enquanto o volume avançou 60%, para 63,08 mil toneladas. Considerando todos os produtos, as vendas ao país somaram US$ 448,7 milhões (+56,8%). Os preços médios subiram 23,4%, para US$ 6.015 por tonelada.
Na União Europeia, as exportações de carne in natura avançaram 24,6% em valor, para US$ 121,4 milhões, e 18,8% em volume, para 14,17 mil toneladas, com preços médios de US$ 8.568 por tonelada (+4,85%). Entre outros mercados relevantes, o Chile registrou aumento de 22,4% no volume importado, para 23.609 toneladas, e de 29,3% em valor, para US$ 135,9 milhões. Já a Rússia apresentou uma das maiores expansões, com crescimento de 106,6% no volume, para 23.349 toneladas, e de 132,3% na receita, para US$ 102,6 milhões.
Os dados mostram avanço generalizado das exportações brasileiras no início de 2026, com aumento das compras por 109 países, enquanto outros 42 reduziram as aquisições, reforçando o cenário de demanda internacional ainda aquecida pela proteína bovina brasileira.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
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