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12 de janeiro de 2026
Por Pedro Lima
São Paulo, 12/01/2026 – A escalada de ataques à independência do Federal Reserve (Fed) é “um risco cada vez mais claro” para o dólar, avalia a Capital Economics, mas acrescenta que, por ora, esse fator não é suficiente para reverter a tendência positiva da moeda americana. A consultoria cita a recente pressão do governo Trump sobre o banco central, incluindo a ameaça de acusações criminais contra Jerome Powell, como o principal elemento de ruído no início do ano.
Segundo a Capital, o episódio “colocou um freio” em um começo de 2026 favorável para o dólar. Ainda assim, a moeda segue em alta no ano, sustentada por expectativas mais moderadas de cortes de juros nos EUA em comparação com outras economias. A consultoria diz que seu cenário-base permanece de fortalecimento adicional do dólar ao longo do ano.
Os ataques ao Fed poderiam pesar sobre a divisa se levassem a cortes mais profundos de juros ou a um aumento dos prêmios de risco sobre ativos americanos. Apesar disso, a análise afirma que investidores “parecem acreditar – provavelmente com razão – que o Fed continuará a resistir”. A resposta firme de Powell e sinais iniciais de apoio de alguns republicanos no Senado ajudariam a conter os efeitos negativos. Além disso, a consultoria destaca que é muito difícil para Trump impor sua vontade à política monetária, mesmo em um cenário de troca na presidência do Fed.
A Capital acrescenta que o pano de fundo econômico segue favorável ao dólar. A tendência emergente de maior produtividade nos EUA sugere que o avanço da inteligência artificial (IA) começa a se traduzir em ganhos mais amplos para a economia. Na avaliação da consultoria, os EUA devem continuar liderando entre as grandes economias, o que tende a sustentar desempenho superior da atividade e do mercado acionário, oferecendo apoio adicional à moeda americana.
Contato: pedro.lima@estadao.com
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