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9 de março de 2026
Por Geovani Bucci
São Paulo, 09/03/2026 – O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu o presidencialismo nesta segunda-feira, 9, durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Segundo o goiano, o próximo presidente do Brasil deve “saber definir o que é presidencialismo” e que o chefe do Executivo deve ter “autoridade” para aplicar o plano de governo.
Caiado falou aos líderes de entidades comerciais e empresários ao lado dos demais pré-candidatos do PSD, os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná). Também compareceram o líder do partido, Gilberto Kassab, e o secretário extraordinário de Projetos Estratégicos de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD).
“Já houve duas consultas sobre o semipresidencialismo, e por duas oportunidades o brasileiro colocou que quer manter o presidencialismo”, afirmou o governador goiano. “Não cabe ao governo usar ali o seu poder discricionário para aplicar. Não se governa assim. Quem apresentou plano de governo foi o presidente da República, foi o governador do Estado, foi o prefeito. E quem tem o poder discricionário é o presidente da República.”
Caiado também criticou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele disse que o petista deve tentar atribuir ao preço do petróleo a responsabilidade pelo aumento do endividamento público. Segundo ele, o País vive um momento econômico delicado, marcado pela elevação da dívida e pelo aumento do custo de financiamento.
O governador disse que o endividamento brasileiro teria passado de 72% para 78% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos três anos, crescimento que, na avaliação dele, contribui para pressionar os juros. Nesse cenário, avaliou que o Banco Central não terá condições de reduzir a taxa básica de juros, a menos que haja uma decisão de natureza política ou eleitoral, apesar do presidente do País não ter ingerência nas decisões do Copom.
O governador também afirmou que diferentes setores da economia enfrentam dificuldades financeiras. De acordo com ele, o setor rural vive uma situação difícil, tendo que renegociar dívidas a taxas que variam entre 18% e 22% ao ano.
Além das críticas à condução econômica, Caiado afirmou que criminalidade e corrupção teriam sido os pontos mais cresceram durante os “cinco mandatos do presidente Lula”, período que, segundo ele, soma cerca de duas décadas de governos do PT desde a redemocratização. O petista governou entre 2003 e 2010 e sua sucessora, Dilma Rousseff, entre 2011 e 2016. O terceiro mandato de Lula teve início em 2023.
Caiado destacou ainda a exploração de terras raras em Goiás, com atração de investimentos e acordos sendo firmados com os Estados Unidos e o Japão. Ele salientou que está avançando na negociação com os japoneses.
Contato: geovani.bucci@estadao.com
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