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Café: safra brasileira em 2026 deve atingir 75,3 mi de sacas (+20,8% ante 2025), prevê StoneX

12 de março de 2026

São Paulo, 12/03/2026 – A produção de café do Brasil na safra 2026 pode alcançar 75,3 milhões de sacas, segundo a primeira revisão da estimativa divulgada pela StoneX, empresa global de serviços financeiros, após novas visitas de campo realizadas entre janeiro e março nas principais regiões produtoras do País. O volume representa um aumento de 6,5% em relação à projeção preliminar de novembro, quando a consultoria estimava 70,7 milhões de sacas, além de uma alta de 20,8% frente à temporada anterior (62,3 milhões de sacas).

Para o café arábica, a StoneX projeta produção de 50,2 milhões de sacas, o que representaria um recorde absoluto. Na safra anterior, a safra de arábica está projetada pela StoneX em 36,5 milhões de sacas. Segundo a empresa, embora algumas lavouras ainda não estejam em condições ideais, praticamente todas as principais regiões apresentaram melhora desde a última avaliação. Entre os destaques estão sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e São Paulo, que devem registrar crescimento significativo na produção. A recuperação ocorre após anos em que o potencial produtivo das lavouras de arábica foi limitado por condições climáticas adversas, incluindo os impactos mais severos observados na safra 2025/26. “Mesmo que algumas regiões ainda apresentem produtividades abaixo do potencial máximo, a safra 2026/27 mostra uma recuperação relevante em relação ao ciclo anterior”, informou em nota o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Leonardo Rossetti.

No caso do café robusta (conilon), a StoneX elevou sua estimativa para 25,1 milhões de sacas. Embora o volume fique 2,8% abaixo do recorde registrado no ano passado (25,8 milhões de sacas), ainda representa um nível elevado para a cultura. Conforme a empresa, as projeções para Espírito Santo e Bahia foram revisadas ligeiramente para cima, mas permanecem abaixo dos níveis observados na temporada passada, movimento já esperado após a supersafra anterior. “A principal surpresa positiva veio de Rondônia, onde a produção deve crescer cerca de 66% em relação à safra passada”, comentou.

Logo após o período de florada, em novembro, a StoneX já havia indicado a possibilidade de uma safra recorde. No entanto, a equipe retornou a campo para atualizar o cenário produtivo com base em avaliações mais detalhadas das lavouras. “Depois da estimativa preliminar divulgada em novembro, voltamos a campo para avaliar com mais precisão as condições das lavouras. Apesar das instabilidades climáticas registradas no início do ciclo, observamos uma recuperação importante das plantas, favorecida pela melhora das chuvas, pela boa umidade no solo e por temperaturas mais amenas”, destacou Leonardo Rossetti.

Segundo João Pena, técnico de pesquisa de campo da StoneX, o pegamento da florada acabou sendo melhor do que o inicialmente observado pela equipe técnica. “De fato houve alguns problemas no início do ciclo, com irregularidade de chuvas e episódios de abortamento de flores. Mas, no retorno a campo, verificamos que o pegamento foi superior ao esperado, o que contribuiu para a revisão positiva da produção”, declarou Pena.

(Equipe AE)

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