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27 de fevereiro de 2026
Por Guilherme Nannini, com informações da Dow Jones Newswires
São Paulo, 27/02/2026 – Os contratos futuros de cacau na bolsa de Nova York (ICE) operam abaixo do patamar de US$ 3.000 por tonelada, atingindo o nível mais baixo desde maio de 2023. O movimento reflete um cenário de queda na demanda provocado pelos preços elevados do chocolate nos últimos meses, o que forçou os consumidores a reduzirem as compras. Desde o recorde histórico de US$ 12.500 por tonelada registrado em dezembro de 2024, as cotações já recuaram cerca de 77%, acumulando uma desvalorização superior a 50% apenas neste ano.
A pressão sobre os preços é acentuada pela expectativa de uma safra robusta na África Ocidental e pela previsão de um superávit significativo na oferta global para as próximas duas temporadas. Apesar do viés baixista, analistas da Capital Economics avaliam que o espaço para novas quedas é limitado por riscos estruturais que devem impedir que o cacau retorne à média histórica pré 2023, situada em torno de US$ 2.600 por tonelada. Entre os entraves citados estão as disputas salariais envolvendo produtores em Gana, o que reduz os incentivos para o plantio e a colheita em ciclos futuros.
Adicionalmente, a frequência elevada de interrupções climáticas continua sendo uma ameaça latente ao fornecimento global da commodity. Na visão da analista Megan Fisher, esses fatores, combinados à falta de incentivo financeiro para os agricultores diante de preços mais baixos, sustentam um piso para as cotações. Embora a melhora nas condições de oferta pressione o mercado no curto prazo, os gargalos estruturais na produção africana devem evitar um colapso maior dos preços nas bolsas internacionais.
Contato: guilherme.nannini@estadao.com
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