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15 de abril de 2026
Por Isadora Duarte
Brasília, 15/04/2026 – A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) vai recuperar 12 mil hectares de lavouras de cacau cultivados em sistema cabruca (modelo tradicional de cultivo do cacau sob a sombra de árvores nativas) no sul da Bahia. O projeto deve atender 3 mil produtores organizados em consórcios regionais. O Projeto de Conservação da Mata Atlântica por meio do manejo sustentável das paisagens agroflorestais cacaueiras foi lançado em Ilhéus, informou o Ministério da Agricultura, em nota.
Outra meta do programa é a aprimorar a gestão de 203 mil hectares de áreas protegidas e a mitigação de 3,72 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Com as ações, a expectativa é triplicar a produtividade média das propriedades e elevar em até 30% a renda das famílias atendidas, com foco em mercados de maior valor agregado.
O programa tem o apoio técnico da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente.
Em nota, o ministério informou que o objetivo do programa é ampliar o uso da cabruca “como resposta concreta à perda de biodiversidade na Mata Atlântica. A lógica é produzir com a floresta em pé, gerando renda e, ao mesmo tempo, restaurando funções ecológicas essenciais, como a regulação hídrica e a formação de corredores biológicos”, disse a Pasta.
Além da recuperação produtiva, o projeto prevê ações de inovação tecnológica, como o uso de blockchain para rastreabilidade do cacau, a criação da Escola do Cacau para capacitação de técnicos e produtores e a implantação de um Centro de Inteligência Territorial (CTI) para monitoramento da paisagem em tempo real.
A iniciativa prevê, ainda, o acesso ao crédito sustentável e o fortalecimento das redes de comercialização para ampliar a presença do cacau cabruca nos mercados nacional e internacional.
Contato: isadora.duarte@estadao.com
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