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BRB diz que pode receber aporte do governo do Distrito Federal após prejuízos com Master

13 de janeiro de 2026

Por Daniel Weterman, do Estadão

Brasília, 13/01/2026 – O Banco de Brasília (BRB) informou que poderá receber aportes do governo do Distrito Federal, comandado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), para cobrir eventuais prejuízos com a compra de carteiras do Banco Master.

O BRB, controlado pelo governo do DF, fez uma proposta para comprar uma parte do Banco Master em março do ano passado. O negócio foi rejeitado pelo Banco Central em setembro.

O Master, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa são investigados por fraudes no sistema financeiro. O Banco Central decretou uma liquidação extrajudicial no Master em novembro.

A investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal detectou indícios de que a instituição comandada por Daniel Vorcaro vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB e entregou documentos falsos ao Banco Central para justificar o negócio.

“O BRB informa que a apuração de possíveis prejuízos em função da compra de carteiras do banco Master ainda estão em apuração pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado e Meyer com suporte técnico da Kroll”, disse o BRB em nota nesta terça-feira, 13.

“Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco”, afirmou a instituição.

Em acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente do BRB afirmou que o banco público do Distrito Federal não conseguiu realizar a recuperação de um valor de aproximadamente R$ 2 bilhões investidos no Banco Master.

Os valores fariam parte da compra de falsas carteiras de crédito consignado do Master pelo BRB, e o procedimento teria sido interrompido porque o Banco Central decretou a liquidação do banco de Daniel Vorcaro, segundo Paulo Henrique Costa.

O Banco de Brasília é um dos credores do Master na liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. O banco estatal afirmou ter aprimorado seus controles internos após a operação.

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