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Brasileira Bionexo compra plataforma de gestão em sáude da Philips por R$ 1 bilhão

2 de janeiro de 2026

Por Altamiro Silva Junior

São Paulo, 02/01/2026 – A Bionexo, multinacional brasileira de tecnologia para a saúde, comprou a Tasy, plataforma de gestão em saúde da Philips, em uma transação de 161 milhões de euros, ou R$ 1 bilhão pela cotação desta sexta-feira.

A Bionexo tem entre os sócios as gestoras Bain Capital e Prisma Capital e já era apontada como favorita no negócio em novembro, quando o processo de venda do Tasy avançou para a fase final.

Nos últimos anos, a Philips, famosa no passado pelos eletroeletrônicos, como as televisões, fez uma mudança estratégica, deixando de produzir alguns equipamentos e aumentando o foco em saúde.

A decisão de vender a Tasy, segundo fontes, ocorreu porque a operação, embora grande no Brasil, onde foi criada há mais de 20 anos, e em outros países da América Latina, é um negócio pequeno dentro da estratégia mundial do grupo holandês e só existe nessa região, onde é adotado em 1,4 mil hospitais.

“A companhia combinada nasce com a responsabilidade de liderar o setor de saúde digital” comenta em nota à imprensa o fundador e Chairman da Bionexo, Mauricio De Lázzari Barbosa.

Entre os hospitais clientes que usam a Tasy, estão nomes como a Beneficência Portuguesa e o Sírio-Libanês, em São Paulo. O ativo foi colocado à venda em julho de 2025, conforme antecipado pela Coluna do Broadcast.

O negócio seguirá agora para as etapas regulatórias, o que inclui a avaliação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), informa o comunicado.

A Bionexo foi criada em 2000 e é especializada em tecnologia de gestão para instituições da área da saúde. Em 2024, transacionou mais de R$ 24 bilhões em seu ecossistema digital, segundo o comunicado. Atualmente, a Bionexo atende mais de 10,3 mil clientes e possui cerca de 30 mil fornecedores no Brasil, Argentina, Colômbia, México e Equador. “A aquisição da Tasy marca um passo transformacional na estratégia da Bionexo.”

A Bionexo foi assessorada por JPMorgan e pelos escritórios Pinheiro Guimarães e A&O Shearman. A Phillips foi assessorada pelo Citi.

Contato: altamiro.junior@estadao.com

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