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4 de dezembro de 2025
Por Patricia Lara
São Paulo, 04/12/2025 – O Bank of America Securities avalia que o Brasil liderará em termos de retornos oferecidos em títulos do mercado local em 2026, seguido da Hungria e África do Sul. E o banco recomenda a posição aplicada em DI para o vencimento janeiro de 2029, em relatório sobre estratégias para 2026.
A instituição projeta retorno total em dólares de 22,4% para os títulos do Brasil no mercado local, 16,1% para os papéis da Hungria e 15,6% para os da África do Sul em 2026
Em relação ao Brasil e à América Latina, dois temas dominarão o foco dos investidores nos mercados locais este ano: a magnitude dos cortes de juros em economias de alto rendimento e o potencial para mudanças de política monetária em meio a um intenso ciclo eleitoral.
“Embora uma pausa no ciclo de afrouxamento monetário do Fed e alguns desafios à inflação no primeiro semestre de 2026 possam manter alguns bancos centrais cautelosos no curto prazo, temos forte convicção de que as taxas de juros acabarão por cair em toda a América Latina”, escrevem os estrategistas Ezequiel Aguirre e Christian Gonzalez Rojas.
Para os estrategistas, o calendário eleitoral movimentado até 2026, com eleições presidenciais no Chile, Peru, Colômbia e Brasil, trará um nível considerável de incerteza na maioria dessas eleições, mas todas elas apresentam uma probabilidade significativa de uma mudança de política monetária favorável ao mercado. “Em nossa opinião, a volatilidade que antecede as diferentes eleições pode proporcionar algumas oportunidades atraentes ao longo do ano”, pontuam.
O BofA Securities recomenda a posição aplicada do DI de 29 de janeiro, por ter forte convicção de que o ciclo de afrouxamento monetário no Brasil será mais rápido e profundo do que o mercado está precificando atualmente. Os riscos para a operação incluem um aumento nas expectativas de inflação, uma deterioração das perspectivas fiscais ou um aumento acentuado da incerteza antes da eleição presidencial de 2026, salientam.
No câmbio, o BofA defende posição comprada em real ante o peso colombiano (BRL/COP) como a operação preferida de valor relativo na América Latina. “Temos forte convicção de que o BRL está subvalorizado, enquanto o COP está sobrevalorizado”, avaliam. O carry trade deve permanecer acima das expectativas atuais do mercado e é um fator positivo. “Prevemos surpresas negativas de aproximadamente 200 pontos-base em ambos os países. Os riscos incluem um aumento de juros mais agressivo do que o precificado na Colômbia, uma deterioração das perspectivas fiscais do Brasil ou uma melhora nas da Colômbia, e a continuidade das vendas de dólares pela Fazenda na Colômbia”, observam.
Contato: patricia.andrioli@estadao.com
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