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BC: Copom segue acompanhando impactos do contexto geopolítico na inflação

28 de janeiro de 2026

Por Cícero Cotrim e Marianna Gualter

Brasília, 28/01/2026 – O Comitê de Política Monetária (Copom) afirma, no comunicado da sua mais recente decisão, que continua acompanhando impactos do “contexto geopolítico” na inflação brasileira. O colegiado não detalhou em que consistiria esse “contexto geopolítico”, mas destacou que o cenário externo é uma fonte de incerteza.

“O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, diz o comunicado divulgado nesta quarta-feira.

O Copom manteve a taxa Selic em 15,0% ao ano, mas sinalizou um corte na taxa básica de juros já na sua próxima reunião, de março. Esse forward guidance foi uma sinalização mais forte do que a esperada pela maior parte do mercado.

No comunicado, o comitê também repetiu que acompanha o impacto de “desenvolvimentos da política fiscal doméstica” na política monetária e nos preços de ativos. Segundo o Copom, o cenário doméstico continua marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência da atividade e pressões do mercado de trabalho. Isso exige cautela na política monetária.

“O conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência”, disse o comitê. “Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação.”

Contato: cicero.cotrim@broadcast.com.br, marianna.gualter@broadcast.com.br

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