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19 de novembro de 2025
Por Ana Paula Machado
São Paulo, 19/11/2025 – Analistas consultados pela Broadcast avaliam que as empresas que mais apresentaram resultados acima das estimativas na temporada de balanços do terceiro trimestre foram os bancos, as companhias de utilities e o setor imobiliário.
Se, por um lado, a taxa de juros elevada pesou sobre essas companhias, a boa disciplina de capital, a robustez dos caixas e os programas de incentivos do governo ajudaram os números.
Por sua vez, o head de Equity Research do Citi, André Mazini, destaca, em especial, os números do BTG Pactual. Ele ressalta o alto retorno sobre o patrimônio (RoE) de 28% e o crescimento em todas as linhas.
Para o analista de investimentos da Daycoval Corretora, Gabriel Mollo, os bancos continuam entregando resultados recorrentes e sólidos. Por causa disso, sua carteira recomendada tem grande exposição ao setor.
Um papel em especial o agrada: o Itaú Unibanco. “De longe, é uma das melhores ações da Bolsa. Tem maior qualidade e traz resultados consistentes, com previsibilidade e consequente fluxo de dividendos”, afirma Mollo à Broadcast.
Com perfil mais conservador, Mollo reforça também os bons números trimestrais de um dos setores defensivos da Bolsa, o de utilities.
“São ações que sobem devagar, mas de forma constante, sem grandes estouros, como ocorre com as cíclicas. Nosso histórico é mais conservador, com metade da carteira em utilities; é onde durmo tranquilo”, argumenta o analista.
Na linha defensiva, Mazini, do Citi, destaca ainda o segmento de seguradoras, que, segundo ele, exibiu sinistralidade controlada. “Além disso, o juro alto costuma ser bom para essas companhias e tem ajudado os seus resultados financeiros, o que deve permanecer nos próximos trimestres”, diz.
MCMV
A ampliação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) teve reflexos positivos também nos balanços das construtoras. A faixa 4, categoria que abrange famílias com renda mensal de R$ 8 mil a R$ 12 mil, ainda não deslanchou, mas as linhas para rendas mais baixas têm apresentado forte desempenho. Há a ajuda substancial do orçamento adicional de R$ 10 bilhões para financiamentos habitacionais do MCMV, aprovado em julho. O caixa total do programa federal supera R$ 150 bilhões, considerando também recursos do Fundo Social do Pré-Sal.
Isso se refletiu nos números de companhias mais expostas aos segmentos atendidos pelo MCMV, em particular Cury e Direcional.
“O MCMV é o catalisador dessa melhora. O programa de incentivo é muito próximo do coração do governo e dá muito certo desde que foi criado, em 2008”, afirma Mazini, do Citi.
O BTG aponta que as empresas de construção voltadas à média e à alta renda apresentaram desempenho geral decente, enquanto as de baixa renda se destacaram.
“Beneficiando-se de condições favoráveis sob o programa MCMV, essas empresas relataram fortes vendas e atividades de lançamento, o que, em última análise, se traduziu em resultados robustos. Dentro do grupo, os principais destaques no crescimento da receita foram Cury e Direcional, seguidas por Tenda”, diz o BTG, em relatório.
Commodities
Ainda que os números de Vale e Petrobras tenham superado as previsões do mercado, Mollo, do Daycoval, reduziu a exposição nessas empresas por causa do mau momento das commodities. Hoje, cada uma representa 10% da carteira; já chegaram a representar 20%.
Pela exposição maior à economia mundial, qualquer abalo em países-chave, como os Estados Unidos e a China, afeta as produtoras de matérias-primas.
Neste ano, por exemplo, acrescenta ele, a guerra comercial promovida pelo governo americano pesou sobre petróleo, minério de ferro e celulose – consequentemente sobre Vale, Petrobras e Suzano.
“Temos posição em Taesa, Sabesp, Cemig, CPFL, Itaú e BB Seguridade Participações, além de Vale e Petrobras. Suzano saiu da carteira de longo prazo pela maior exposição em commodities, e talvez possamos retirar Gerdau”, aponta Mollo.
Contato: ana.machado@estadao.com
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