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22 de abril de 2026
Por Vinícius Novais
São Paulo, 22/04/2026 – A B3 encerrou o primeiro trimestre de 2026 com aumento de 17% no estoque de títulos de renda fixa corporativos, na comparação com igual período de 2025. Em março, o saldo, que considera ofertas públicas, somou R$ 2 trilhões, segundo a companhia.
De acordo com a B3, os produtos de dívida corporativa incluem debêntures, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Notas Comerciais (NC). A empresa afirmou que o crescimento foi puxado por todos os produtos.
Entre os papéis corporativos, as debêntures registraram estoque de R$ 1,52 trilhão em março de 2026, aumento de 19% em relação a março de 2025, quando somavam R$ 1,27 trilhão. As notas comerciais tiveram alta de 15%, passando de R$ 71 bilhões em março de 2025 para R$ 82 bilhões em março de 2026.
Os CRIs encerraram março com estoque de R$ 261 bilhões, aumento de 13% frente a março de 2025, quando o saldo era de R$ 230 bilhões. Já os CRAs alcançaram R$ 176 bilhões, crescimento de 15% na comparação com o mesmo período de 2025, quando registravam R$ 153 bilhões.
Captação Bancária
A B3 também divulgou números de produtos de captação bancária, que são títulos emitidos por instituições financeiras. Nesse grupo, o estoque avançou 16% e somou R$ 6,5 trilhões no fim de março, ante R$ 5,6 trilhões em março de 2025.
Segundo a Bolsa, os dados incluem Certificado de Depósito Bancário (CDB), Recibo de Depósito Bancário (RDB), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de crédito de Desenvolvimento (LCD), Letra Financeira (LF) e Depósito Interfinanceiro (DI).
No período, o estoque de CDB cresceu 11%, com R$ 2,8 trilhões em março de 2026, contra R$ 2,5 trilhões no mesmo período do ano anterior. Os RDBs tiveram crescimento de 25%, passando de R$ 500 bilhões em março do ano passado para 625 bilhões.
As LCIs somaram R$ 533 bilhões em março, alta de 24% ante o mesmo período do ano anterior, quando o estoque era de R$ 430 bilhões. As LCDs registraram crescimento de 21%, com R$ 18 bilhões, e o estoque de LCA aumentou 6%, para R$ 583 bilhões.
A Letra Financeira registrou aumento de 23% no estoque, para R$ 1 trilhão. O Depósito Interfinanceiro também teve alta de 23%, com estoque de R$ 852 bilhões.
“A renda fixa consolidou-se como o principal canal de financiamento das companhias brasileiras nos últimos anos. O avanço em todos os produtos reflete tanto o interesse das empresas de captar recursos via mercado de capitais quanto o interesse dos investidores em instrumentos”, diz o superintendente de produtos de Balcão da B3, Leonardo Betanho.
Contato: vinicius.novais@estadao.com
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