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7 de abril de 2026
Por Cynthia Decloedt
São Paulo, 07/04/2026 – O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, reiterou sua expectativa de que a janela para ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) seja reaberta, lembrando que os eventos geopolíticos vêm, até aqui, beneficiando países emergentes e o Brasil, por consequência.
“O volume diário negociado em ações, ADTV, subiu para R$ 38 bilhões em fevereiro, de R$ 25 bilhões no ano passado, com a entrada com algo de R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões de investidores estrangeiros, em maior parte de fundos passivos, o que mostra a realocação dos estrangeiros no mundo”, afirmou durante painel de abertura do MKBR 26, evento realizado pela Anbima em parceria com a B3.
Ao mesmo tempo, Finkelsztain pontuou que há 50 empresas que mantêm conversas e planos para serem listadas, sendo que algumas delas têm maturidade e resiliência de negócios, fora do segmento de tecnologia, em que os retornos são um tema em discussão no mercado neste momento.
O presidente da B3 disse ainda que o fluxo estrangeiro, o qual acredita que continuará presente no mercado, vai ditar essa reabertura da janela de IPOs e também de ofertas subsequentes (follow on).
“Temos perspectiva de o câmbio cair mais e uma queda do juro ao longo do ano, a depender do impacto do preço do petróleo, o qual para o Brasil acaba sendo um ajuste fiscal meio de brinde, com um pouco de respingo na inflação”, afirmou durante painel de abertura do MKBR 26, evento realizado pela Anbima em parceria com a B3.
Finkelsztain disse ainda que o evento eleições tem tido cada vez menos influência nas decisões de investimento dos estrangeiros, mas que os olhares devem se voltar ao que o próximo governante fará em relação ao ajuste fiscal. “Temos um encontro de contas no início do ano que vem sobre como o orçamento precisa caber no país e espero que aproveitemos o cenário eleitoral para ter uma discussão que leve a um juro mais baixo em 2027”, disse.
Finkelsztain enfatizou ainda que essa é uma discussão necessária para que haja uma mudança estrutural no mercado, ou seja, capaz de trazer também o investidor local de volta ao mercado. “O ano de 2026 está dado, mas para que o estrangeiro continue vindo e traga o local, para que o mercado cresça de modo estruturante, é preciso que haja essa discussão”, acrescentou.
Contato: cynthia.decloedt@estadao.com
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