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Azul reverte lucro e registra prejuízo líquido de R$ 644,2 milhões no 3TRI25

14 de novembro de 2025

Por Ludmylla Rocha

São Paulo, 14/11/2025 – A Azul encerrou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 644,2 milhões, revertendo o lucro reportado em igual etapa de 2024. O prejuízo líquido ajustado para o período foi de R$ 1,56 bilhão, alta anual de 1141,9%.

A empresa aérea, no entanto, reportou lucro líquido operacional de R$ 1,2 bilhão, montante que representa alta anual de 23,7%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ficou em R$ 1,99 bilhão, valorização de 20,2% ante o apurado um ano antes, de R$ 1,65 bilhão. Já a margem Ebtida ficou em 34,6%, variando positivamente 2,4 pontos porcentuais.

A receita líquida da empresa cresceu 11,8% anualmente, ficando em R$ 5,74 bilhões de julho a setembro deste ano.

No trimestre, a Azul ampliou sua capacidade total (ASK) em 7,1% ante um ano, fechando o trimestre com o indicador em R$ 12,8 milhões. A receita por assento-quilômetro disponível (Rask) aumentou em 4,4% também observando o intervalo de julho a setembro, quando comparado a etapa equivalente do ano anterior, e ficou em 44,76 centavos de real.

O custo operacional por assento disponível por quilômetro (Cask) da aérea foi de 34,85 centavos de real no terceiro trimestre de 2025, ampliação de 1,6% ante igual intervalo de 2024. Já o preço médio combustível por litro ficou em R$ 3,82, queda anual de 13,2%.

A dívida bruta da companhia chegou a R$ 37,3 bilhões, montante 8,4% superior ao registrado no fim do segundo trimestre. Segundo a empresa, excluindo passivos de arrendamento que serão extintos e empréstimos que serão convertidos em ações, a dívida bruta seria de aproximadamente R$20 bilhões.

Já a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda dos últimos 12 meses, ficou em 5,1 vezes. No segundo trimestre, era de 4,9 vezes. O aumento se deve, principalmente, devido à valorização de real frente ao dólar americano neste ano, além dos R$6,0 bilhões de dívida captados no trimestre como parte do plano de reestruturação, informou em release divulgado há pouco.

A companhia informou ainda que essa alavancagem “não considera a conversão das notas 1L e 2L em ações como parte do plano relacionado ao Chapter 11, o que se espera reduzir a alavancagem para 2,5 vezes na saída do processo”.

Contato: ludmylla.rocha@broadcast.com.br

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