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27 de janeiro de 2026
Por Luciana Collet e Ludmylla Rocha
São Paulo, 27/01/2026 – A Axia Energia deve ampliar seus investimentos em 2026, para um volume perto de R$ 14 bilhões, acima dos R$ 10 bilhões realizados no ano passado, afirmou hoje o presidente da companhia, Ivan Monteiro, durante participação em evento promovido pelo UBS.
O executivo destacou os projetos em andamento para modernizar ativos da companhia, como grandes hidrelétricas, de forma a torná-las mais aptas a responder às demandas atuais do Sistema Interligado Nacional (SIN), que enfrenta a flutuação da oferta de energia ao longo do dia devido ao aumento da capacidade de geração renovável proveniente de usinas eólicas e solares.
Ele também citou o foco da companhia em iniciativas para o aprimoramento da gestão dos ativos, com monitoramento dos equipamentos, associado à previsão meteorológica. “Vemos vento, tempestade, frio, queimada, pipa, balão… Quem não monitora seus ativos, está brincando com coisa muito séria”, disse, salientando que os investimentos nessa área são “muito importantes” e vão continuar.
Monteiro mencionou os investimentos em andamento nos projetos arrematados nos mais recentes leilões de transmissão, que já somam uma carteira de mais de R$ 7 bilhões, e indicou que a companhia deve seguir participando dos próximos certames. “Estamos muito satisfeitos com resultados, a Axia captura muita sinergia por conta dos ativos que possui espalhados no Brasil inteiro”, disse.
Ele sinalizou também que a companhia se prepara para disputar outros leilões previstos para este ano, como os Leilões de Reserva de Capacidade (LRCAP) na forma de potência e de armazenamento (baterias). “Estamos investindo muito em mão de obra, conhecimento, preparando a companhia, e é fundamental para a flexibilidade que está precisando para o sistema”, disse.
No entanto, o presidente da Axia indicou preocupação com gargalo de mão de obra existente no País. “Estamos fazendo esforço grande em treinamento, a forma como a Axia vai se colocar no mercado vai ser muito diferente”, disse, sem detalhar. Ele citou também o “desafio com a velocidade do licenciamento ambiental”, tendo em vista a falta de infraestrutura de muitos órgãos responsáveis, estatuais ou federais, seja por restrição orçamentária, seja de equipe especializada.
Monteiro vislumbra o crescimento da demanda por energia no País, e avalia que o Brasil tende a se beneficiar do atual ambiente geopolítico global, por suas características naturais, mas alerta para a necessidade de um “ambiente estável”, com regulação e judiciário “confiáveis”, para vencer a concorrência com outros potenciais mercados.
“A demanda vai crescer, ninguém vai conviver com Selic de 15% e a taxa de juro real que temos hoje, isso é positivo, porque vamos lidar com bons problemas, mas temos que trabalhar para que isso não se torne obstáculo ao crescimento que certamente acontecerá quando as condições macroeconômicas melhorarem”, disse.
contato: Luciana.collet@estadao.com; ludmylla.rocha@estadao.com
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