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Atlas Critical Minerals adquire novo direito mineral e forma corredor de mais de 11 km

10 de março de 2026

Por Talita Nascimento

São Paulo, 09/03/2026 – A Atlas Critical Minerals anunciou a aquisição de um direito mineral adicional que conecta as suas duas áreas de concessão de grafite existentes no nordeste de Minas Gerais. Os três direitos minerais combinados agora compõem o Projeto de Grafite da Empresa, que totaliza aproximadamente 2.822 hectares, um aumento de aproximadamente 124%. Com a aquisição, a companhia estabelece um corredor mineralizado contínuo que excede 11 quilômetros.

A grafita da companhia já foi submetida a ensaios independentes pela American Energy Technologies Company (AETC), empresa norte-americana especializada em processamento de grafita. Os testes alcançaram pureza de 99,9995% de carbono, qualificando o material para aplicações em reatores nucleares – o padrão mais rigoroso da indústria.

A Atlas ainda acrescenta que a amostragem sistemática de fragmentos teve resultado máximo de 19,4% de carbono grafítico (Cgraph), superando o melhor resultado da companhia, de 15,4% Cgraph. O resultado de agora é classificado entre os mais altos relatados para projetos de grafite em flocos naturais globalmente, destaca.

O próximo passo da Atlas Critical Minerals é intensificar a sondagem, a amostragem sistemática e os estudos técnicos visando à publicação de uma estimativa de recursos minerais, seguida por estudos econômicos preliminares. Em paralelo, serão aprofundados testes metalúrgicos para otimizar o fluxograma de processamento e demonstrar, em escala maior, a capacidade de produzir grafita de alta pureza para diferentes nichos de mercado de maior valor agregado.

De acordo com a MarketsandMarkets, o mercado global de grafite está projetado para atingir US$ 36,4 bilhões até 2030, crescendo a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 15,1%, impulsionado pela crescente demanda por baterias de veículos elétricos e armazenamento de energia. A Benchmark Mineral Intelligence estima que 97 novas minas de grafite serão necessárias até 2035 para atender à demanda projetada.

O CEO da companhia, Marc Fogassa, afirma que o projeto de grafita é um dos pilares da estratégia da Atlas Critical Minerals de construir um portfólio de minerais críticos para a transição energética, ao lado de terras-raras, urânio e titânio. “No âmbito mais amplo do grupo Atlas Lithium, ele amplia o alcance da companhia para além do lítio, criando a oportunidade de oferecer, a partir do Brasil, um conjunto mais completo de matérias-primas estratégicas para baterias, geração de energia e outras indústrias de alta tecnologia”, afirma.

A Atlas Critical Minerals é listada na Nasdaq sob o ticker ATCX desde janeiro de 2026, com a Atlas Lithium detendo aproximadamente 21% da companhia.

Contato: talita.ferrari@estadao.com

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