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Ativa rebaixa recomendação de Hapvida para neutra após balanço do 4tri25 ser considerado fraco

19 de março de 2026

Por Beth Moreira

São Paulo, 19/03/2026 – A Hapvida apresentou um resultado fraco no quarto trimestre de 2025, segundo a Ativa, o que levou a uma reavaliação da tese de investimentos e ao rebaixamento da recomendação de Compra para Neutra. A corretora aponta que os números vieram bem abaixo do esperado, impactados por um aumento nos custos devido à alta da sinistralidade para além da sazonalidade, somados a custos adicionais decorrentes da expansão da rede própria.

Em relatório, o analista Lucas Dias, disse que o cenário de curto prazo se mostra mais pressionado, com custos acima das expectativas e um ambiente competitivo mais acirrado, especialmente na região Sudeste. Tal conjuntura, conforme o documento, aumenta a incerteza quanto à recuperação das margens da companhia no curto e médio prazo. Diante disso, a corretora revisou seu modelo e alterou o preço-alvo da ação de R$ 24,00 para R$ 18,50, um potencial de alta de 125% ante o fechamento do papel no pregão de ontem, de R$ 8,21.

A corretora ressalta que a Hapvida reportou um prejuízo de R$ 29,1 milhões no trimestre (sem ajuste), enquanto a sua estimativa era de um lucro de R$ 42,1 milhões. A receita líquida consolidada atingiu R$ 7,9 bilhões, um crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem bruta, no entanto, ficou em 21,3%, uma queda de 12,5 pontos porcentuais na mesma base de comparação. A margem Ebitda foi de 9,0%, recuando 5,2 pontos porcentuais ante o último ano. O prejuízo, de acordo com a corretora, foi reflexo dos impactos mencionados e do maior nível de despesas financeiras em relação ao trimestre anterior.

O relatório também detalha que a sinistralidade caixa encerrou o trimestre em 75,5%, um aumento de 4,5 pontos porcentuais em comparação ao mesmo período de 2024. Os vetores para essa alta foram o custo da rede credenciada, a expansão da rede própria com a abertura de sete novos hospitais ao longo do ano e um início tardio da utilização sazonal, que se estendeu do terceiro para o quarto trimestre. No período, a empresa registrou uma redução líquida de 140 mil beneficiários em planos de saúde e um acréscimo de 23 mil no plano odontológico em relação ao trimestre anterior.

Contato: beth.moreira@estadao.com

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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