Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Broadcast Quant
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
18 de março de 2026
Por Leandro Silveira
São Paulo, 18/03/2026 – O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que o comércio entre Brasil e Bolívia está aquém do potencial e defendeu a remoção de barreiras e o avanço de projetos de integração para impulsionar a relação bilateral. “Temos US$ 2,5 bilhões de comércio entre dois países vizinhos, algo muito pequeno diante dos potenciais enormes que temos”, disse ele, ontem (17), durante o Encontro Empresarial Brasil-Bolívia, em São Paulo.
Segundo ele, a corrente de comércio já foi mais que o dobro do nível atual. “Chegou a ser, em 2013, de US$ 5,5 bilhões. Hoje temos cerca de US$ 1,3 bilhão de exportações brasileiras e US$ 1,2 bilhão de importações”, afirmou, destacando a necessidade de retomar o dinamismo da relação.
Viana ressaltou que há interesse crescente de produtores brasileiros em se aproximar do mercado boliviano, especialmente na região de Santa Cruz de la Sierra, e apontou oportunidades também na faixa amazônica. “Há estradas a serem feitas, cooperação a ser ampliada e muito espaço para integração produtiva”, disse.
O presidente da Apex também criticou entraves comerciais entre os dois países. “Às vezes, compramos produtos do outro lado do mundo por barreiras que nós mesmos criamos. É preciso tirar todo e qualquer obstáculo para que o comércio flua mais fortemente”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o potencial de integração energética. Viana mencionou a possibilidade de fornecimento de energia do Brasil para regiões bolivianas próximas à fronteira. “Temos energia limpa disponível e próxima, faltam apenas linhas de transmissão. Isso pode promover desenvolvimento em regiões que hoje não têm oferta”, disse.
No campo institucional, o executivo avaliou que o momento é favorável para uma reaproximação bilateral. “O Brasil vive hoje um ambiente de negócios extraordinário”, afirmou, citando a realização de 21 encontros empresariais internacionais nos últimos três anos, com participação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele também destacou a estratégia do governo brasileiro de ampliar não apenas exportações, mas também importações regionais. “O presidente Lula sempre diz: não queremos só vender mais, queremos também comprar mais e melhor”, afirmou.
Viana avaliou que há condições políticas para avançar na agenda bilateral. “Se mantivermos um ambiente de estabilidade, podemos trabalhar sem sobressaltos, focados em investimento, produção e geração de emprego”, disse.
Contato: leandro.silveira@estadao.com
Veja também