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22 de janeiro de 2026
Por André Marinho
São Paulo, 22/01/2026 – As emissões de renda fixa no mercado externo somaram US$ 31,6 bilhões em 2025, maior volume anual desde 2014, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), nesta quinta-feira.
Segundo a entidade, foram 34 operações desse tipo, ante 23 em 2024. As empresas representam 61,8% do valor captado no ano passado, seguidas do Tesouro (26,9%), ainda conforme a associação.
Também em destaque, a Anbima explica que a captação de títulos híbridos atingiu R$ 85,6 bilhões em 2025, um salto de 73%. O presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, Guilherme Maranhão, atribuiu o movimento às perspectivas de cortes na taxa básica de juros este ano. “Tendência é de um primeiro trimestre forte nos híbridos”, projetou, em coletiva de imprensa.
As debêntures incentivadas registraram crescimento de 31,7% em 2025, para R$ 178 bilhões, enquanto as corporativas recuaram 7%, para R$ 314,9 bilhões. No mercado secundário, as debêntures cresceram 33,9%, para R$ 947,4 bilhões.
Entre títulos de securitização, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) subiram 9,5%, a R$ 90,8 bilhões. “Ainda vemos muito espaço para crescimento do mercado de Fidcs”, disse o diretor da Anbima Cesar Valdez Mindof.
De acordo com a entidade, as pessoas físicas investiram R$ 81 bilhões em ofertas públicas no ano passado, com os Fundos Imobiliários (FII) como principal instrumento.
Questionado sobre o risco do imbróglio envolvendo a liquidação do Master afetar o mercado de capitais brasileiro, Mindof argumentou que o caso é pontual e não deve contaminar a visão para Brasil.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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