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Allos e Kinea assinam acordo para criar fundo de investimentos a ser gerido pelas empresas

10 de abril de 2026

Por Ana Paula Machado

São Paulo, 10/04/2026 – A Allos informou há pouco que fechou um Memorando de Entendimento (MOU) com a Kinea Investimentos, visando a criação de um fundo de investimento imobiliário, o Kinea Allos Malls FII, a ser cogerido pelas empresas, seguida de uma oferta primária de cotas do Fundo ao mercado.

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a captação será destinada, principalmente, à aquisição de participações em ativos maduros do portfólio da Allos, a um cap rate médio ao redor de 9,5%. O volume final da oferta, de acordo com a companhia, deverá ser de, no mínimo, R$ 789,5 milhões e, no máximo, R$ 1,973 bilhão.

A Allos informou, ainda, que o Kinea Allos Malls contará com um portfólio que envolve sete ativos e cujas participações finais dependerão do volume final da captação. Segundo a companhia, no Shopping Metrô Santa Cruz a fatia pode variar de 49% a 100%; 65% no Caxias Shopping; de 4,5% a 53% no Bangu Shopping; de 12% a 40% no Shopping Parangaba; de 11% a 50,1% no Plaza Sul Shopping; de 10% a 12% no Shopping Villa-Lobos; e de 5% a 15% no Shopping Tamboré.

“A criação do Kinea Allos Malls FII consolida uma parceria estratégica entre duas das maiores referências do mercado imobiliário brasileiro com exclusividade na cogestão de fundos imobiliários de shoppings centers”, disse a empresa.

Segundo a Allos, essa nova vertical de negócios abre um ciclo de crescimento para a empresa e cria receitas recorrentes de gestão de ativos e fundos, apoiada em seu histórico positivo de alocação de capital. “Além disso, cria oportunidades de gestão de portfólio e permite aquisições conjuntas no futuro, sem alterar a atual estratégia de remuneração aos acionistas da companhia”, ressaltou.

A Allos informou, também, que terá participação igualitária na gestão do Fundo, mas será cotista com, inicialmente, 24% de participação. O pagamento das cotas, de acordo com o comunicado, será de 80% à vista, o que compreende uma parcela em dinheiro, bem como a participação da Allos em porcentual correspondente a 24% do Fundo; e 20% a prazo, em três parcelas iguais, com vencimentos em 24 meses, 36 meses e 48 meses a partir da liquidação da oferta.

“Os documentos definitivos estabelecerão a forma de pagamento de cada um dos ativos do portfólio alvo, individualmente considerados, bem como as garantias a serem prestadas em favor da Allos, em relação ao pagamento das parcelas a prazo”, disse a companhia.

De acordo com o documento, o MOU prevê, ainda, o direito de primeira oferta do Fundo em relação aos ativos imobiliários integrantes do portfólio da Allos; o direito do Fundo de participar conjuntamente com a Allos de novas aquisições de ativos imobiliários nos quais seja exercida a atividade de shopping center; assim como exclusividade recíproca entre Allos e Kinea para realizar a operação até 31 de dezembro de 2026.

“A companhia poderá continuar a realizar vendas, fazer parcerias em aquisições ou investimentos de ativos com outros fundos imobiliários, desde que observados os direitos acima mencionados”, acrescentou.

“A consumação da operação está sujeita a determinadas condições precedentes, incluindo o direito de preferência.”

Contato: ana.machado@estadao.com

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