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Allianz Trade: Instabilidade geopolítica pode retirar 0,5 pp do PIB da América Latina até 2027

21 de janeiro de 2026

Por Daniel Tozzi

São Paulo, 21/1/2026 – Um cenário de escalada nas tensões envolvendo os Estados Unidos e países da América Latina pode moderar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da região em até 0,5 ponto porcentual entre 2026 e 2027, aponta estudo da Allianz Trade.

Em relatório, a seguradora de crédito detalha que esse cenário se caracterizaria por múltiplas crises de segurança e perturbações comerciais, a partir de novas intervenções americanas em países como Colômbia, México e Panamá. Tal contexto, supõem, provocaria saída de capitais, rupturas na cadeia de abastecimento e choques de confiança. Esse cenário negativo, porém, tem apenas 25% de probabilidade de acontecer, segundo a seguradora.

O cenário-base utilizado pela Allianz (60% de probabilidade) aponta para riscos limitados das tensões geopolíticas, refletindo o aumento da incerteza e a postura de “esperar para ver”, por parte de empresários. Um cenário de realinhamento rápido das tensões – e, consequentemente, aumento do fluxo de investimentos e maior crescimento – é considerado ainda mais improvável (15%) pela Allianz Trade.

O cenário-base da seguradora é de que o crescimento da economia da América Latina saia de 2,3% em 2025 e desacelere marginalmente a 2,2% em 2026, antes de reacelerar a 2,6% em 2027. “A resiliência da demanda continuará a surpreender positivamente em várias economias, particularmente no Brasil e em todas as economias andinas, apoiada por potenciais cortes de taxas de juros à frente”, afirmam os autores do estudo.

Inflação

O cenário de escalada nas tensões, calcula ainda a Allianz Trade, pode significar um incremento dos índices de inflação da América Latina da ordem de até 2,3 pontos porcentuais.

Contato: daniel.mendes@estadao.com

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