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1 de abril de 2026
Por Vera Rosa, do Estadão
Brasília, 01/04/2026 – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pode segurar a análise da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) assim que a mensagem do governo chegar à Casa.
O novo mal-estar entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso ocorre porque Alcolumbre ficou contrariado com o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter anunciado que enviaria a indicação de Messias ainda na terça-feira, 31, durante reunião ministerial, sem antes combinar o jogo com ele.
Alcolumbre disse a aliados ter considerado o anúncio feito por Lula como uma descortesia, porque, segundo ele, a praxe é que o presidente do Senado seja avisado antes sobre o envio do nome de seu indicado para o STF.
O governo acabou não despachando a mensagem para o Senado na terça-feira. De acordo com interlocutores de Lula, porém, o atraso não tem ligação com a tentativa de “consertar” o mal-estar com Alcolumbre, mas se deve a questões burocráticas. Nos bastidores, auxiliares do presidente dizem que o ofício está pronto e será encaminhado nesta quarta-feira, 1º.
Líderes do PT sustentam que, desde novembro do ano passado, quando Lula anunciou a escolha de Messias, Alcolumbre sabe que ele enviará o nome do advogado-geral da União para ser apreciado pelo Senado.
Para ser aprovada, a indicação feita pelo presidente para ocupar uma cadeira de ministro do STF precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e também pelo crivo do plenário. Cabe ao presidente do Senado, porém, a prerrogativa de pautar a votação.
Em março, Alcolumbre conversou ao menos duas vezes com Lula por telefone. Ele afirmou, no entanto, que o dia exato em que o presidente enviaria o nome de Messias não estava acertado.
Em conversas reservadas, Alcolumbre fala em “desarticulação” política do Planalto no Senado. Ele e o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), estão rompidos desde o ano passado.
Na avaliação do presidente do Senado, o Planalto tem um “grande desafio” pela frente em um momento no qual os dois principais articuladores do governo no Congresso – a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o titular da Casa Civil, Rui Costa – estão de saída para disputar as eleições.
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