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9 de março de 2026
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 9, que Brasil e África do Sul estão em negociações avançadas para um acordo de cooperação para integrar cadeias produtivas dos dois países em setores estratégicos e facilitação de investimentos. Ele discursou na abertura do Fórum Empresarial Brasil-África do Sul, por ocasião da visita de Estado do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ao Brasil.
Alckmin citou investimentos mútuos entre o Brasil e a África do Sul e destacou que empresas brasileiras como Petrobras, JBS, BRF, Tramontina, Marcopolo e WEG já estão presentes no país africano.
Ao mesmo tempo, o capital sul-africano contribui em setores estratégicos, tais como mineração, infraestrutura, transporte e fábricas. “Somos duas nações com capacidade tecnológica reconhecida”, defendeu.
“Nosso intercâmbio comercial ainda é relativamente modesto, mas já no ano passado aumentamos 11,6% a corrente de comércio, comparado a 2024. Poderemos avançar ainda mais revisando o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral”, disse Alckmin. “Menos de 10% do nosso comércio é beneficiado pelas preferências tarifárias do acordo. Queremos ampliar as linhas tarifárias”, completou.
Ele também lembrou que a África do Sul é o país com a maior frota de jatos da Embraer no continente africano e que, no ano passado, a Embraer firmou acordo de cooperação com a estatal sul-africana, abrindo caminho para uma parceria industrial.
“O governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta que contém financiamento e cooperação industrial. Energia e minerais críticos, transições aceleradas nas áreas digital e energética oferecem um leque abrangente de oportunidades”, prosseguiu Alckmin.
No agronegócio, o vice-presidente afirmou que também há espaço para fortalecimento das cadeias de valor agroalimentares. “A segurança alimentar é o eixo central da nossa parceria. Queremos contribuir de forma concreta para a segurança alimentar e para a geração de renda e inclusão dos dois lados do Atlântico.”
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