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ABLOS e mais de 50 entidades defendem “taxa das blusinhas” e alertam para perda de até R$ 42 bi

7 de abril de 2026

Por Júlia Pestana*

São Paulo, 07/04/2026 – A Associação Brasileira de Lojistas Satélites de Shoppings (ABLOS) e outras mais de 50 entidades representativas de trabalhadores e empresas divulgaram manifesto conjunto em defesa da manutenção da tributação sobre produtos vendidos por plataformas estrangeiras de e-commerce, afirmando que o eventual fim da chamada “taxa das blusinhas” pode gerar perda de até R$ 42 bilhões por ano para os cofres federais.

A reversão da medida, segundo o documento, representaria um “retrocesso” com impactos diretos sobre empregos, investimentos e arrecadação pública. As entidades argumentam que a tributação implementada a partir de 2023 contribuiu para a recuperação do varejo e da indústria no País.

O manifesto cita dados que apontam para melhora no mercado de trabalho após a adoção das medidas, com o Brasil atingindo taxa de desemprego de 5,1% ao final de 2025, além de recorde na massa salarial, de R$ 367 bilhões. No mesmo período, o setor de comércio criou cerca de 860 mil empregos diretos.

Para o presidente da ABLOS, Mauro Francis, a tributação ajudou a corrigir distorções competitivas. “Os avanços recentes na tributação ajudaram a reduzir uma distorção histórica e contribuíram para que varejo e indústria voltassem a investir no Brasil”, afirmou.

Ele acrescenta que ainda há diferença relevante na carga tributária entre empresas nacionais e plataformas internacionais. “Ainda estamos longe de uma verdadeira isonomia tributária, já que as empresas nacionais seguem pagando muito mais impostos. Nos shoppings, o impacto dessa concorrência desigual é ainda mais evidente”, disse.

O documento também destaca que, mesmo após a adoção das medidas, a carga tributária sobre plataformas estrangeiras, estimada em cerca de 45%, ainda é aproximadamente metade dos cerca de 90% incidentes sobre o varejo e a indústria nacionais.

As entidades defendem que o Brasil siga exemplos internacionais, como Estados Unidos, União Europeia e Índia, que também adotaram medidas para reduzir vantagens tributárias de plataformas globais de e-commerce.

Contato: julia.pestana@estadao.com

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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