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26 de fevereiro de 2026
Por Denise Luna
Rio, 26/02/2026 – Há quase 300 dias sem mexer no preço do diesel, a Petrobras poderia elevar o valor do combustível em R$ 0,52 por litro para zerar a defasagem em relação às cotações internacionais, avaliou em relatório a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O estudo considerou o fechamento do petróleo na quarta-feira, 25, quando o petróleo Brent superou US$ 71 o barril.
O preço do diesel vendido no Brasil apresenta defasagem média de 16% em relação ao preço de paridade de importação (PPI), enquanto a gasolina está alinhada ao valor externo. Na Bahia, onde opera a Refinaria de Mataripe, privada, a defasagem era de 14%; nos polos de Paulínia e Araucária, chegava a 18%.
Já nesta quinta-feira, 26, a commodity virou para o campo negativo – o barril do Brent recuava 1,43% por volta das 10h no mercado futuro, a US$ 69,68. A volatilidade do petróleo e de seus derivados tem marcado 2026, diante de incertezas geopolíticas, como um possível conflito entre Irã e Estados Unidos, e da falta de solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Além disso, uma forte nevasca nos Estados Unidos pressiona o preço do combustível, usado na calefação.
Mudança
O movimento altista do petróleo foi interrompido no fim da tarde de ontem, segundo relatório da StoneX – parceira da Abicom no levantamento de preços. O motivo foi a divulgação do relatório semanal do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que mostrou alta brusca dos estoques de petróleo no país.
“A gente observa agora um cenário inclusive tendendo para o (terreno) baixista, em meio a essa nova divulgação dos dados do Departamento de Energia norte-americano. Vale destacar que os dados do DOE refletem apenas as movimentações de estoques até a última sexta-feira. Então, ainda não foram observados os impactos referentes à nevasca desta segunda-feira na costa leste dos Estados Unidos”, explicou o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Ele estimou que apenas na próxima semana será possível obter informações mais concretas sobre os impactos da nevasca, “que deve se refletir principalmente no balanço de diesel, em meio ao fato de que o diesel é amplamente utilizado no mercado norte-americano para a calefação de ambientes”, afirmou Cordeiro.
contato:denise.luna@estadao.com
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