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ABBC elogia novas regras para FGC e vê desestimulo à estratégia que levou ao colapso do Master

24 de abril de 2026

Por André Marinho

São Paulo, 24/04/2026 – A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) considerou “positivas” e “oportunas” as novas regras que apertam as condições de uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para instituições financeiras. As medidas, aprovadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), consolidam a obrigação dos associados ao Fundo de manterem parte dos recursos alocados em títulos públicos federais.

Na visão da ABBC, as mudanças contribuem para restringir o uso excessivo da garantia do FGC e para desestimular estratégias baseadas em crescimento acelerado, principalmente quando associadas a ativos de maior risco e menor transparência. A nota da ABBC não cita nomes, mas a estratégia mencionada está entre as principais razões que levaram ao colapso do Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. O caso deixou um rombo de mais de R$ 50 bilhões, que se aproxima da metade do caixa total do Fundo antes da crise.

Para a Associação, as normas elevam padrões prudenciais e reforça a estabilidade financeira, além de aprimorar a regulação de gestão de liquidez. “Além de positiva, a iniciativa é oportuna e tempestiva para responder à evolução recente do mercado, no que tange à mitigação de riscos e à preservação da estabilidade financeira”, afirma a entidade, que representa principalmente bancos de porte médio e pequeno.

A ABBC destaca ainda a exigência de vínculo entre total captado em instrumentos elegíveis à garantia e a destinação dos recursos, bem como a definição de um novo indicador baseado na composição e na qualidade dos ativos na carteira das instituições. “Esse indicador servirá como referência na apuração dos limites das contribuições adicionais e aplicação compulsória dos recursos em títulos públicos”, avalia.

Contato: andre.marinho@estadao.com

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