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Brasil e Canadá reforçam cooperação em minerais críticos para a transição energética, impulsionando investimentos e tecnologia no setor.
27 de agosto de 2025
Mais de 50 instituições brasileiras e canadenses participam de encontro em Brasília para debater oportunidades de negócios em mineração entre os dois países.
Brasil e Canadá deram mais um passo para estreitar laços no setor mineral. Autoridades, e representantes dos dois países se reuniram em Brasília (DF), na última segunda-feira (25), para discutir acordos comerciais e novas oportunidades de cooperação em minerais críticos e estratégicos — insumos fundamentais para a transição energética global e para o fortalecimento da competitividade no mercado internacional.
O encontro, articulado pela Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) contou com a presença do ministro canadense da Promoção das Exportações, Comércio Internacional e Desenvolvimento Econômico, Maninder Sidhu, do embaixador do Canadá no Brasil, Emmanuel Kamarianakis, da secretária de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Ana Paula Bittencourt, que representou o ministro Alexandre Silveira.
Representantes de mais de 50 instituições públicas, associações e empresas do setor mineral brasileiro e canadense também participaram do encontro. Entre eles, Leonardo Faria, vice-presidente do Conselho Superior da Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Mineral Brasileiro (Adimb). Além de executivos da Vale, Jaguar Mining, Kinhoss, Equinox e G Mining.
O foco das discussões foi a promoção da cooperação bilateral em torno dos chamados minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética, segurança alimentar e avanços tecnológicos. Além de debater marcos regulatórios e boas práticas socioambientais, o encontro reforçou a importância de aproximar governos e empresas para impulsionar novos investimentos no setor.
Segundo Raul Jungmann, a iniciativa marca o início de uma cooperação mais estruturada entre os dois países. Ele destacou que a parceria deve se basear no intercâmbio de tecnologias e experiências regulatórias, ambientais e sociais. “Brasil e Canadá têm trajetórias distintas, mas complementares. Isso torna a parceria ainda mais estratégica no cenário atual, em que cresce o interesse global pelo acesso a minerais críticos e estratégicos”, afirmou.
A secretária do MME, Ana Paula Bittencourt, reforçou o compromisso do governo com uma nova Política Nacional para Minerais Estratégicos, cujo objetivo é diversificar o portfólio mineral brasileiro, indo além das commodities tradicionais. Ela destacou que a prioridade é ampliar a competitividade, atrair novos agentes para a cadeia produtiva e gerar empregos e renda. “O Canadá tem muito a contribuir nesse processo, seja pelo desenvolvimento tecnológico ou pela experiência regulatória”, afirmou.
Para o embaixador Emmanuel Kamarianakis, o momento é oportuno para acelerar iniciativas conjuntas e superar gargalos que ainda dificultam a cooperação em maior escala. “Nossa prioridade é desenvolver parcerias que gerem resultados concretos para ambos os lados”, disse.
Já o ministro Maninder Sidhu ressaltou a longa tradição de relações entre Brasil e Canadá no setor mineral, marcada pela presença de mais de 40 empresas canadenses atuando na país, além de investimentos de mineradoras brasileiras no Canadá. “Temos valores em comum, como a sustentabilidade e a inovação. É essencial manter o diálogo, ouvir as partes envolvidas e identificar oportunidades em um cenário global de transformação e incerteza”, afirmou.
O representante da Adimb, Leonardo Faria, destacou a relevância da cooperação entre os Brasil e Canadá. “A ADIMB trabalha em um tripé que envolve governo, empresas e universidades, com foco em desenvolvimento técnico-científico e capacitação de recursos humanos para o setor. Estamos prontos para colaborar com projetos corporativos, expedições, cursos, MBAs, simpósios e workshops”, afirmou. Ele lembrou ainda que a entidade organiza a Delegação Brasileira que participa anualmente do PDAC, no Canadá, um dos maiores eventos de mineração do mundo, reforçando a importância da integração entre os dois países.
O encontro reforça a disposição de Brasil e Canadá em avançar em uma agenda conjunta para os minerais críticos. Mais do que promover acordos comerciais, a iniciativa busca construir um ecossistema de cooperação duradoura, capaz de estimular investimentos, gerar inovação e fortalecer a posição dos dois países em um mercado marcado por mudanças rápidas e demanda crescente por insumos da transição energética.
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