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Meu momento

Na cerimônia de toque de campainha da B3 pela privatização da Copasa, uma ausência foi bastante notada. Saiba mais.

18 de junho de 2026

Por Elisa Calmon, Altamiro Silva Junior e Cynthia Decloedt

No toque de campainha que marcou a esperada privatização da Copasa esta semana, uma ausência chamou atenção: Romeu Zema, que deixou o governo de Minas Gerais em abril para disputar a Presidência da República, não participou da cerimônia realizada na B3.

O assunto apareceu no discurso do atual governador Mateus Simões, que era vice de Zema. Segundo ele, foi o próprio político que decidiu não comparecer ao evento. “Mandei uma mensagem ao ex-governador Romeu Zema, que resolveu não vir hoje. Ele disse que o momento era meu, já que conduzi esse processo desde o começo”, afirmou.

A privatização da Copasa esteve entre as principais bandeiras defendidas por Zema desde que assumiu o governo mineiro, em 2019. O plano era fazer no primeiro trimestre deste ano. Mas, com alguns percalços pelo caminho, a conclusão da operação acabou ficando para o apagar das luzes do seu segundo mandato.

No estilo café com leite do setor de saneamento, a comparação com a Sabesp acompanhou toda a operação. As duas maiores oferta de saneamento via bolsa realizadas no País tiveram características semelhantes. Nos dois casos, também, a Equatorial foi escolhida como investidora de referência sem enfrentar concorrência no processo.

A diferença ficou pelo montante final: na operação paulista, foram movimentados cerca de R$ 15 bilhões. Já a venda da Copasa levantou pouco mais de R$ 8 bilhões.

O timing da operação mineira assim como seu uso político, porém, contrasta com o da Sabesp. A privatização da companhia paulista foi concluída em julho de 2024, ainda no início do primeiro mandato de Tarcísio de Freitas. O governador participou do toque de campainha na B3 e transformou a operação em uma das principais vitrines de sua gestão.

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