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BB: CFO reconhece desafio no agronegócio e espera recuperação gradual da qualidade da carteira

23 de abril de 2026

Por André Marinho

São Paulo, 23/04/2026 – O vice-presidente de Gestão Financeira (CFO) do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias da Silva, afirmou hoje que a maior parte do desafio enfrentado pelo banco em 2025 veio da carteiro do agronegócio.

Em evento com investidores, em São Paulo, Tobias disse que o setor enfrentou uma “tempestade perfeita”, com os efeitos da guerra na Ucrânia, da escalada da Selic, da alavancagem do produtor rural e de eventos climáticos extremos.

Desde o ano passado, o BB tem enfrentado os efeitos da deterioração nas métricas de qualidade de sua principal carteira, a do agronegócio, sob pressão dos juros restritivos e da volatilidade dos preços das commodities. Em 2025, a inadimplência na carteira agro subiu a 6,09%, pelo critério de atrasos acima de 90 dias.

O banco público aposta em um amplo programa de renegociação de dívidas para reverter o cenário, parcialmente bancado por recursos da Medida Provisória 1.314. Até fevereiro, a iniciativa havia renegociado R$ 35,5 bilhões, dos quais R$ 32,2 bilhões são referentes a operações com recursos livres e R$ 3,3 bilhões com fontes supervisionadas.

Durante o evento, Tobias disse que o banco ainda está observando como transcorrerá a recuperação da carteira agro. Para ela, essa retomada tende a ser em formato de W, ou seja, ou seja mais acidentada – com pioras seguidas de sucessivas de recuperações. “Apesar dos desafios, cremos na capacidade do BB de seguir gerando resultados sustentáveis em médio e longo prazo”, ressaltou.

O BB divulgará o balanço referente ao primeiro trimestre deste ano em 14 de maio, com teleconferência de resultados no dia seguinte.

Contato: andre.marinho@estadao.com

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