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23 de abril de 2026
Por Pedro Lima
São Paulo, 23/04/2026 – A leitura preliminar do PMI da zona do euro em abril reforça o quadro de estagflação na região, com aumento simultâneo das pressões inflacionárias e desaceleração mais intensa da atividade, avalia o ING. Para a instituição, o atual choque econômico tem impacto especialmente severo sobre o setor de serviços, enquanto a indústria mostra resiliência apenas aparente, sustentada por recomposição de estoques em meio aos riscos geopolíticos.
Na avaliação do ING, esse ambiente dificulta a tarefa do Banco Central Europeu (BCE). Embora uma alta de juros na reunião da próxima semana ainda pareça improvável, diante da incerteza sobre a duração do choque e a extensão do repasse aos preços, o banco vê chances crescentes de aperto monetário mais adiante em 2026. Para a casa, o BCE provavelmente terá de elevar os juros ao menos uma vez neste ano para impedir que a atual aceleração da inflação contamine as expectativas e se torne mais persistente.
Segundo o ING, a queda mais forte nos serviços indica que consumidores e empresas já sentem os efeitos do choque energético e da piora das condições econômicas. Já a melhora da manufatura, na visão do banco, parece estar ligada à tentativa das empresas de assegurar insumos cruciais diante das interrupções na oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio e do temor de escassez.
O banco destaca que, apesar da desaceleração do crescimento, as pressões inflacionárias continuam se intensificando. Os custos de insumos avançam no ritmo mais forte desde 2022, enquanto os preços cobrados pelas empresas atingiram o maior nível em mais de três anos, sinalizando o surgimento de efeitos secundários da inflação.
Contato: pedro.lima@estadao.com
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