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22 de abril de 2026
Por Gabriel Hirabahasi
Brasília, 22/04/2026 – O Partido dos Trabalhadores (PT) discutirá neste fim de semana, no seu 8º Congresso Nacional, um programa que traz entre suas propostas a revisão da atual meta de inflação de 3%.
A sugestão consta de um documento de programa partidário para o congresso do PT, que será realizado em Brasília a partir de sexta-feira, 24. A proposta de revisão da meta é uma das várias contidas no documento de 61 páginas.
Não há nenhum direcionamento claro sobre como seria esse novo sistema de metas de inflação. O documento cita apenas em “revisar o regime de metas de inflação, incluindo a meta vigente de 3%, de forma a compatibilizá-lo com os objetivos de crescimento econômico, geração de emprego e desenvolvimento produtivo”.
O documento também menciona “redefinir os objetivos do Banco Central, incorporando, além do controle inflacionário, metas de crescimento, emprego e estabilidade financeira”.
O programa a ser discutido fala na defesa de seis amplas reformas do Estado brasileiro como norteadoras desse projeto liderado pelo PT: uma política, uma tributária, uma do sistema financeiro (e aqui é que entram as sugestões sobre a meta de inflação e o Banco Central), uma tecnológica, uma do Poder Judiciário e uma administrativa.
O documento também defende, por exemplo, uma meta de juros estrutural abaixo de 10%, além do reforço à “supervisão sobre instituições financeiras, à luz de episódios recentes como o caso do Banco Master, prevenindo práticas abusivas, riscos à estabilidade econômica”.
No caso do Judiciário, o PT destaca dois pontos mais importantes: a “revisão de privilégios corporativos” e “instituir e aperfeiçoar códigos de ética e conduta no âmbito das cortes superiores, inclusive no Supremo Tribunal Federal, assegurando padrões claros de integridade, transparência e responsabilidade institucional”. Há outros pontos de destaque, mas com pouca clareza sobre como seriam estimulados, como a redução da demora que alguns processos têm, a democratização ao acesso à Justiça e o estímulo a mecanismos de mediação e conciliação.
No caso da reforma administrativa, pouco o PT fala nos pontos centrais da proposta liderada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) na Câmara dos Deputados. O partido fala, de forma genérica, em “modernizar a gestão pública, com foco em eficiência, inovação e qualidade dos serviços prestados à população”, em “reforçar o papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico, social e ambiental” e em “valorizar o serviço público, com qualificação das carreiras, formação continuada e melhoria das condições de trabalho”.
Contato: gabriel.hirabahasi@broadcast.com.br
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