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21 de abril de 2026
Em visita a Portugal, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Lula ressaltou a ajuda de Portugal para a assinatura do acordo. “Queremos que Portugal seja um parceiro comercial do Brasil e não só entrada para a União Europeia”, disse Lula ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, em declaração conjunta após reunião a portas fechadas.
Lula ressaltou que o acordo abriria um mercado de US$ 22 bilhões e criticou o parlamento europeu que moveu recursos para impedir a entrada em vigor do acordo.
“Agriculturas do Brasil e da UE não são competitivas, mas complementares”, defendeu o presidente brasileiro, em referência a países europeus, principalmente à França, cujo os agricultores criticam o acordo pela alta competitividade do agronegócio brasileiro que os ameaçaria.
Ainda tratando do comércio global, Lula defendeu a recuperação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por não dar continuidade à assinatura de acordos quando assumiu o cargo.
“Quem na década de 80 defendia livre comércio se tornou protecionista”, disse o presidente brasileiro, que também citou a China como exemplo de ganho de competitividade.
Lula reforçou que o Brasil não aceita uma guerra fria na qual seria obrigado a optar pelo comercio com os EUA ou com a China.
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