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20 de abril de 2026
Por Tânia Rabello
São Paulo, 20/04/2026 – O agronegócio impulsionou o fluxo de cargas nas fronteiras brasileiras, sobretudo com países do Mercosul, no início de 2026, sustentando o crescimento do transporte rodoviário internacional. Esse movimento foi um dos principais responsáveis pela alta registrada nos portos secos administrados pela Multilog no primeiro trimestre do ano.
De janeiro a março, conforme dados da Multilog, o movimento de caminhões nas cinco unidades de fronteira da empresa cresceu 1% na comparação anual, com a entrada de 102.771 veículos, mantendo a trajetória positiva já observada em 2025. O avanço foi puxado principalmente pelo comércio com Argentina, Paraguai e Uruguai, com destaque para as operações nas unidades de Santana do Livramento (RS), Dionísio Cerqueira (SC) e Foz do Iguaçu (PR), diz a empresa em nota.
Segundo a companhia, embora os primeiros meses do ano tradicionalmente apresentem menor movimentação, houve aceleração em março, consolidando o crescimento. Além do agronegócio, o desempenho foi impulsionado pelo fluxo de insumos industriais, bens de consumo e componentes automotivos oriundos, sobretudo, da Argentina e do Paraguai.
Entre as unidades, o Porto Seco de Santana do Livramento registrou alta de 9,9% nas entradas, somando 3.344 caminhões no período. Em Dionísio Cerqueira, o avanço foi de 6,2%, com 6.545 veículos. Já Foz do Iguaçu, principal hub logístico do Mercosul e maior porto seco do País, movimentou 50.656 caminhões, crescimento de 5,3% na comparação anual.
Por outro lado, duas unidades apresentaram retração. Em Jaguarão (RS), o volume caiu 1%, para 8.115 entradas, enquanto Uruguaiana (RS) registrou queda de 5,9%, totalizando 34.111 movimentações no trimestre.
A Multilog atribui, na nota, parte do desempenho positivo aos investimentos em ampliação e modernização tecnológica, aliados a incentivos fiscais estaduais, que vêm aumentando a competitividade do transporte rodoviário de cargas. As melhorias operacionais também contribuíram para reduzir o tempo médio de permanência dos caminhões destinados à exportação, que caiu de 19,3 horas para 15,5 horas no período analisado.
Contato: tania.rabello@estadao.com
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