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17 de abril de 2026
Por Pedro Lima
São Paulo, 17/04/2026 – Os riscos para inflação e mercado de trabalho nos Estados Unidos aumentaram em meio à incerteza sobre a guerra no Irã, afirmou o diretor do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller. Segundo ele, o choque energético recente pode ter efeitos mais persistentes e já pressiona os indicadores de preços.
Durante discurso nesta sexta-feira, Waller disse que a inflação medida pelo índice de gastos com consumo (PCE) deve acelerar para cerca de 3,5% em março na comparação anual, refletindo sobretudo a disparada dos preços de energia após o início do conflito. “O aumento dos preços de energia rapidamente se refletiu na inflação cheia”, afirmou.
O dirigente alertou que, embora choques desse tipo costumem ser temporários, uma sequência de eventos pode torná-los mais duradouros. “Há a possibilidade de que essa série de choques leve a um aumento mais persistente da inflação”, disse, acrescentando que a experiência recente mostra que múltiplos choques podem desancorar expectativas.
Para Waller, os mercados parecem subestimar o risco de um conflito prolongado. Ele avalia como “muito possível” um cenário em que perturbações na produção e no transporte de energia mantenham os preços elevados por mais tempo, com efeitos disseminados sobre outros bens e serviços.
Por outro lado, o diretor ponderou que, em caso de resolução relativamente rápida e reabertura do Estreito de Ormuz, o impacto inflacionário pode ser relevado. Nesse cenário, o Fed poderia “olhar através” do choque energético, à medida que seus efeitos se dissipassem ao longo do tempo.
Waller destacou ainda preocupação com o mercado de trabalho, afirmando que acompanhará de perto dados de emprego em busca de sinais de deterioração. Ele observou que a volatilidade recente da criação de vagas dificulta a leitura do cenário e ressaltou que períodos de crescimento negativo do emprego não necessariamente indicam recessão.
No balanço de política monetária, o dirigente afirmou que, desconsiderando os efeitos de tarifas e energia, a inflação subjacente segue em trajetória de convergência para a meta de 2%. Nesse contexto, disse estar cauteloso quanto a cortes imediatos de juros, mas mais inclinado a reduzi-los ao longo do ano para apoiar o mercado de trabalho, quando houver maior clareza sobre o cenário.
Contato: pedro.lima@estadao.com
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