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16 de abril de 2026
Por Bruna Camargo
A Brainvest tem apostado em investimentos alternativos, com foco em operações de special situations e em co-investimentos, e já se prepara para lançar um segundo veículo dedicado à estratégia após alocar os recursos do primeiro – que já investiu até em mina de ouro. A gestora de fortunas levantou cerca de R$ 100 milhões junto a clientes em seu fundo inicial e espera uma nova captação maior na próxima rodada, dado que enxerga apetite pelo segmento.
“A maioria das pessoas acaba vinculando alternativos a venture capital ou private equity, mas nós gostamos de special situations, que normalmente são ativos com prazo médio de duração menor. Também estão vinculados a uma estrutura de crédito ou de equity com proteção de crédito, e trazem uma boa simetria de risco-retorno”, afirmou Dennis Kac, CIO da Brainvest no Brasil, em entrevista à Broadcast. Com isso, ele diz conseguir buscar retornos superiores a algo entre CDI + 7% ou 10%, em média.
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Dennis Kac, CIO da Brainvest no Brasil
No universo de alternativos, a Brainvest investe por meio de gestores especializados, com fundos pulverizados, e também realiza co-investimentos com gestoras mais concentradas. Os segmentos são diversos, como crédito estruturado, precatórios, legal claims e ativos distressed. “Entendemos que o Brasil é o país do crédito e, como boa parte dessas operações tem direta ou indiretamente alguma característica de crédito, vemos uma belíssima assimetria de risco-retorno. É um nível de rentabilidade que não deixa a desejar em nada para venture capital ou private equity“, afirma Kac.
Os aportes em alternativos são feitos tanto por meio de mandatos exclusivos quanto pelo fundo de fundos (FoF, na sigla em inglês) da gestora, o Brain Alternativos I. O veículo tem cerca de dois anos e registra TIR (taxa interna de retorno) na casa de CDI + 15%, ainda sem devolução de capital.
Uma das teses recentes do fundo envolve o setor de mineração, com o co-investimento na aquisição de duas minas de ouro no Amapá – uma já operacional e outra em recuperação judicial. Segundo Kac, a tese combinava reestruturação operacional e ganho com a valorização do ouro, que avançou durante o período de análise do investimento. Ele avalia que essa é uma das estratégias que ilustra o perfil “fora da caixa” buscado pela casa em alternativos.
Com o primeiro fundo praticamente todo investido, a Brainvest agora se prepara para estruturar um segundo veículo, que deve ter tamanho superior ao inicial. Kac diz que a expectativa é ampliar o acesso da base a esse tipo de ativo, mantendo a disciplina de alocação e o foco em oportunidades com assimetria favorável.
Esforço educacional
São poucos os investidores que estão dispostos a abrir mão de liquidez e fazer cheques para travar por cinco, até dez anos, enquanto do outro lado tem uma oferta com CDI acima de 14% ou uma NTN-B com IPCA + 7,5%, observa Kac. “Com isso, o investidor não tem incentivo, mas educamos sobre a construção de um portfólio de investimentos privados olhando para o longo prazo. E ele acaba se apaixonando pelas teses e até querendo fazer cheques maiores, então temos que disciplinar”, brinca o executivo.
Contato: bruna.camargo@estadao.com
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